MATO GROSSO
Governador autoriza licitação de escola indígena e assina R$ 19,4 milhões em convênios
MATO GROSSO
Em comemoração ao aniversário de 40 anos de emancipação política e administrativa do município de Juína, o governador Mauro Mendes assinou, nesta segunda-feira (09.05), oito convênios para obras de infraestrutura, e autorizou o processo licitatório da Escola Estadual Indígena Enawenê-Nawê, localizada na região.
Mauro ainda assinou a ordem de serviço para a construção do Hospital Regional de Juína e vistoriou as obras de restauração de 106 quilômetros da MT-170, no trecho que liga Juína a Castanheira, que receberam investimentos de R$ 48,3 milhões.
No canteiro das obras do hospital, o governador ressaltou a importância das medidas enérgicas adotadas pelo Estado no início da gestão, em 2019, e destacou que foram elas que possibilitaram que, nos anos seguintes, o Governo pudesse fazer importantes investimentos em todos os municípios.
“Graças a Deus, nesses três anos e quatro meses, conseguimos fazer uma grande virada de página nesse Estado. O que estamos fazendo aqui hoje, no dia do aniversário de Juína, são importantes investimentos, assim como nos 141 municípios. São hospitais sendo construídos, rodovias. Os investimentos que estão acontecendo vão trazer muita coisa boa nos quatro cantos de Mato Grosso”, pontuou Mauro Mendes.
Além do Hospital Regional, que vai atender as demandas de alta e média complexidade da Saúde de toda a região noroeste, o governador ainda assinou convênios para a construção de 107 unidades habitacionais, em parceria com a MT Par, ao custo de R$ 1.605.000,00, e autorizou convênios para a pavimentação de mais de 70 quilômetros de estradas em cinco bairros da cidade, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra).
“Com esses convênios, nós podemos colocar o dinheiro que iria para o asfalto em um novo posto de saúde, uma reforma de creche… A gente consegue melhorar a estrutura do município, porque o senhor nos dá esse aval e essa garantia de que os recursos vão vir. Só estamos conseguindo fazer bons trabalhos porque a gente sabe da certeza de que no final do mês, no final da semana, o recurso do Estado vem”, reconheceu o prefeito de Juína, Paulo Veronese.
No município, o governador também assinou o termo de entrega de três patrulhas mecanizadas, oito resfriadores de leite, 215 sêmen convencional, 50 prenhezes e 500 toneladas de calcário para o fortalecimento da agricultura familiar, e a abertura do processo licitatório para a construção da Escola Estadual Indígena Enawenê-Nawê.
Com investimento de R$ 3.328.324,58, a unidade será construída no projeto padrão de construção de escola indígena e deverá atender cerca de 600 alunos, entre ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

“O governador Mauro Mendes fez uma verdadeira revolução social e econômica em Mato Grosso, fazendo com que a máquina pública, o dinheiro do tributo que os senhores pagam sejam revertidos em forma de investimento em infraestrutura e ações sociais”, colocou o senador Jayme Campos.
“Quando passamos por aqui na campanha de 2018, não fizemos promessas, fizemos compromisso de resgatar a fé do povo mato-grossense em um governo que viria buscar as verdadeiras transformações que a população esperava, e assim fizemos”, completou.
Convênios
O governador autorizou a obra de pavimentação, drenagem pluvial, calçadas e sinalização na estrada que liga ao IFMT/Campus Juína, com investimento de R$ 1,7 milhão, em parceria dos senadores Jayme Campos e Wellington Fagundes.
Também foram autorizadas obras de asfaltamento em cinco bairros do município: No São José Operário serão 2,7 quilômetros de asfalto, com convênio firmado na ordem de R$ 344.168,53. Já no Módulo V, setor E, deverão ser asfaltados 8,1 quilômetros, com investimento de R$ 1.156.220,90. Também foi firmado convênio para asfaltamento de 26,7 quilômetros no Módulo V, Setor F, ao custo de R$ 3.121.241,02.
Por sua vez, no Bairro Palmiteira serão 10,9 quilômetros de asfaltamento, com investimento de R$ 1.467.014,85. O Estado também investe R$ 254.929 para a reforma do Ginásio Egnaldo Mendonça. Todos esses convênios foram firmados em parceria com o senador Carlos Fávaro.
O Bairro Padre Duílio também deverá receber pavimentação. A autorização para convênio, em parceria com o deputado federal Juarez Costa, também foi assinada nesta segunda-feira, com investimento de R$ 3.909.643,41.
Já em parceria com o deputado Neri Geller o Estado formalizou o convênio de R$ 2.530.654,37 para conservação de asfalto com microrrevestimento, em trecho de 11,6 quilômetros no município.
“É um governo diferenciado. É um governo que hoje começou o dia em Juara, entregando obras de pavimentação de aeroportos, estradas, de pontes de concreto, e viemos para Juína, assinamos convênios, entregamos máquinas. É uma revolução na infraestrutura, e me faz ter orgulho de estar hoje comandando essa pasta”, manifestou o secretário da Sinfra, Marcelo Oliveira.
O município de Castanheira também foi contemplado com autorização de convênio de R$ 3 milhões para conservação de asfaltamento do município.
Acompanham o governador Mauro Mendes durante agenda em Juína os senadores Jayme Campos e Wellington Fagundes, a suplente de senador Margareth Buzetti, os deputados federais Neri Geller e Valtenir Pereira, e os deputados estaduais Elizeu Nascimento, Dilmar Dal Bosco e Xuxu Dal Molin,
Também, os secretários Rogério Gallo (Casa Civil), Kelluby Oliveira (Saúde), Marcelo de Oliveira (Sinfra), Laice Souza (Comunicação), Jordan Espíndola (chefe de gabinete), o presidente da MT PAR, Wener Santos, o presidente da Empaer, Reinaldo Loffi, e o comandante-geral da PM, coronel Alexandre Mendes.
Ainda, o prefeito de Juína e a primeira-dama, o vice-prefeito, os prefeitos de Campo Novo do Parecis, Castanheira, Juruena, Cotriguaçu, Colniza, e Porto dos Gaúchos.
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.