Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Governador destaca que irrigação é caminho para o futuro da agricultura no Estado

Publicados

MATO GROSSO

O governador Mauro Mendes discutiu soluções sobre os principais entraves para ampliar as áreas de agricultura irrigável em Mato Grosso, em reunião, nesta quinta-feira (09.05), com representantes das multinacionais Netafim e Lindsay Corporation, duas gigantes mundiais da irrigação.

Também participaram do encontro os secretários-adjuntos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Eulália Olveira e Anderson Lombardi, e o presidente da Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir), Hugo Garcia.

Assim como nos demais estados produtores de grãos, os maiores desafios para o aumento da área de agricultura irrigada são as outorgas e a energia elétrica.

“A irrigação é fundamental porque o agronegócio tem três grandes riscos: o mercado, o preço do dólar – a maioria das commodities estão atreladas ao dólar – e o climático, que é chuva, que ninguém controla. Com a irrigação, acredito que se diminui muito esse risco climático. Você controla a água, coloca no momento certo e com a planta na quantidade correta, aumenta-se muito a produtividade. Com isso, diminui tanto o risco de preço e do patamar do dólar que interfere no resultado”, argumentou o governador.

Mauro ainda assegurou que o Estado vai trabalhar fortemente nos próximos meses para resolver o problema da outorga e também em outras equações que impedem o avanço da irrigação, como a energia elétrica e financiamento.

Leia Também:  Mais de 600 mil pessoas passaram nos aeroportos de MT entre janeiro e abril de 2023

O Governo de Mato Grosso investiu cerca de R$ 7,5 milhões em um estudo para identificar o potencial das águas subterrâneas e águas superficiais (rios, lagos), em Mato Grosso, visando aumentar a área da agricultura irrigada para garantir a produção de grãos, diante da redução gradativa do regime de chuvas.

O levantamento é realizado pelo Instituto Mato-grossense de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigação (Imafir), em parceria com a Universidade Federal de Viçosa e a Universidade do Nebraska, nos Estados Unidos, e está em fase de levantamento das informações que serão cruzadas para os cálculos sobre a quantidade de água disponível. A previsão é de que em 18 meses saia o resultado prévio, das bacias do Rio das Mortes e Alto Teles Pires e em 2026 o trabalho seja concluído.

O diretor geral da Lindsay do Brasil, subsidiária da americana Lindsay Corporation, Eduardo Navarro, disse que ficou surpreso com o entendimento do governador sobre o impacto positivo da irrigação para o Estado de Mato Grosso.

“É importante apresentar essa pauta aos governadores. Já estivemos com Ratinho (Paraná) e Tarcísio (São Paulo) para mostrar o impacto da irrigação para o setor produtivo. Foi uma surpresa muito grande o governador Mauro já entender sobre qual é o impacto positivo que a irrigação pode trazer. Então aqui a gente só alimentou um pouco mais e nos colocamos à disposição para ajudar o governador a andar mais rápido com a política de irrigação para o Estado”, afirmou.

Leia Também:  SES prorroga prazo para inscrição em concurso público

As empresas também demonstraram interesse em instalar indústria em Mato Grosso diante do potencial de irrigação do Estado. Uma das opções é a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) em Cáceres, permitindo exportar sem pagar impostos e ainda com incentivos fiscais para operações internas e interestaduais.

“Eles sabem do potencial de Mato Grosso e a irrigação e o futuro do agronegócio. Sem irrigação, a gente tem uma agricultura de muito risco. Por meio do estudo que estamos fazendo, teremos uma segurança maior para mostrar tanto para os órgãos de controle que a gente tem com a capacidade de água. Temos 200 mil hectares de área irrigada e temos potencial de 4 milhões de hectares”, disse o presidente da Aprofir, Hugo Garcia.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação

Publicados

em

Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.

Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.

Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.

À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.

O ponto de inflexão ocorre em 2025.

O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.

A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.

Leia Também:  Sesp chama 97 aprovados para integrar o Sistema Penitenciário

Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.

Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.

Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.

A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.

Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.

Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.

Leia Também:  Mais de 600 mil pessoas passaram nos aeroportos de MT entre janeiro e abril de 2023

O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.

Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.

Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.

Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.

Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA