MATO GROSSO
Governador e secretário vistoriam obras de ponte, hospital e restauração de rodovia em Cuiabá
MATO GROSSO
Nesta terça-feira (19.09), o governador Mauro Mendes e o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, vistoriam obras do Governo de Mato Grosso, em Cuiabá.
A vistoria começa a partir das 8 horas, na construção do acesso para a ponte sobre o Rio Cuiabá, no bairro Parque Atalaia. O acesso à nova ponte se localiza a partir do prolongamento da Avenida P, no Parque Atalaia. Com 3,29 km de extensão, o Estado investe R$ 31,3 milhões na obra. Já a nova ponte foi construída por R$ 40,4 milhões.
De lá, o governador segue para o novo Hospital Universitário Júlio Muller, localizado na MT-040, a estrada para Santo Antônio de Leverger. Também será vistoriada a obra de restauração da MT-040.
O novo Hospital Universitário era uma das obras previstas para a Copa do Mundo de 2014, em Cuiabá. Paralisada desde 2013, a obra foi retomada pela atual gestão, em um investimento de R$ 218,7 milhões, sendo metade desse valor custeado pelo Estado, e a outra metade pelo Governo Federal.
Por fim, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística está restaurando 17,9 km da MT-040, a partir da rotatória com a Rodovia dos Imigrantes até Santo Antônio do Leverger. Licitada por R$ 10,4 milhões, o objetivo é garantir mais segurança no trânsito entre as duas cidades vizinhas.
Serviço
Vistoria em obras do Governo em Cuiabá
Data e Hora: terça-feira (19.09), às 08h
Ponto de Encontro: Obras do acesso à ponte no bairro Parque Atalaia
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.