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Governador nomeia 73 servidores para o Sistema Socioeducativo de MT

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O governador Mauro Mendes decretou a convocação de 73 servidores públicos para o Sistema Socioeducativo do Estado, conforme publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (14.03).

Mauro enfatizou que a iniciativa garante o cumprimento das medidas impostas pela Justiça e a lei.

“Infelizmente, o número de adolescentes infratores tem aumentado bastante. Temos adotado medidas para ampliar vagas e melhorar espaços que atendem aos adolescentes. Essas nomeações vão garantir o efetivo necessário para que as medidas socioeducativas sejam cumpridas e para que a impunidade não reine entre os jovens”, afirmou o governador.

A convocação ocorre em virtude de um déficit histórico no quadro de servidores, realidade que mudou na atual gestão. Em 2021, 150 servidores já haviam tomado posse para reforçar o quadro.

Além das nomeações, o Governo de Mato Grosso está investindo na construção de novos Centros de Atendimento Socioeducativo. Em outubro de 2021, o governador inaugurou a unidade de Rondonópolis. Em breve, serão entregues as de Cuiabá, Sinop e Barra do Garças, com um investimento de mais de R$ 50 milhões.

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O secretário de Estado de Segurança Pública, César Roveri, assegurou que novas convocações estão previstas com o término das obras.

“Os novos centros vão ampliar a nossa oferta de vagas e resolver um problema crônico de décadas em Mato Grosso. Após a conclusão das obras, está previsto o chamamento de novos servidores para ocupar posições nessas unidades. Essa ação não beneficia apenas a segurança pública, mas também impacta positivamente na recuperação dos menores infratores, fortalecendo o compromisso com a reabilitação e reintegração desses indivíduos à sociedade”, destacou.

Os servidores nomeados passarão por um curso de formação de 45 dias e devem iniciar suas funções nos próximos meses.

Fonte: Governo MT – MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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