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Governo assina ordem de serviço para asfaltar rodovia até distrito do Aguaçu

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Serão asfaltados 9,89 km em um investimento de R$ 15,1 milhões

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) assinou a ordem de serviço para o início das obras de asfaltamento da MT-402, rodovia que dá acesso ao distrito do Aguaçu, em Cuiabá. O trecho que vai ser asfaltado tem 9,89 km de extensão e receberá um investimento de R$ 15,1 milhões do Governo do Estado.

A MT-402 é o principal acesso para o Distrito do Aguaçu, que foi criado em 2011, mas que ainda não tem uma via totalmente asfaltada até Cuiabá. As obras vão beneficiar outras comunidades do entorno da obra, como a do Machado.

Esta obra chegou a ser licitada e iniciada em 2022. No entanto, a empresa responsável pelos serviços abandonou a obra, o que levou o contrato a ser rescindido em 2023. Após o trabalho de adequação orçamentária, a pavimentação foi novamente licitada.

Rodovias estaduais na capital

O Governo do Estado realiza uma série de investimentos para asfaltar as rodovias estaduais localizadas dentro da área do município de Cuiabá. No total, o investimento chega a R$ 91 milhões.

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Além da MT-402, a Sinfra-MT está asfaltando a MT-401, outra rodovia que dá acesso ao distrito do Aguaçu, em uma extensão de 17,04.

O Governo de Mato Grosso também garantiu um acesso pavimentado ao distrito do Coxipó do Ouro. Foram asfaltados 8,98 km da Estrada a partir do acesso pela MT-251, fazendo que o local onde Cuiabá foi fundada finalmente pudesse ter um via asfaltada.

Outro caminho para o Coxipó do Ouro também está em obras, com o asfaltamento de 4,36 km da MT-030 entre o bairro Dr. Fábio e a Ponte de Ferro. Também foi lançada a licitação para asfaltar 10,3 km entre a Ponte de Ferro e o distrito.

Ainda em Cuiabá, outra rodovia com obras em andamento é a MT-400, conhecida como antiga estrada da Guia. São 19,04 km desde o fim do asfalto no Sucuri até o encontro com a MT-010. A obra vai beneficiar centenas de moradores da região, que é a zona rural mais próxima do centro de Cuiabá.

“Nós estamos com investimentos em todas as rodovias estaduais em Cuiabá. Essas obras vão trazer desenvolvimento para regiões que estavam esquecidas”, afirma o secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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