MATO GROSSO
Governo de MT destina mais de R$ 320 milhões em investimentos a Nova Bandeirantes
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso destinou mais de R$ 320 milhões em investimentos ao município de Nova Bandeirantes (a 1009 km de Cuiabá) nos últimos três anos. Os recursos destinados para a cidade foram revertidos em melhorias na infraestrutura, educação, saúde, cultura local e ações sociais.
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) já investiu R$ 280 milhões para o Complexo do Rio Juruena, na MT-208., que irá receber uma ponte de concreto de 1.360 metros e 59 km de asfalto novo.
Ainda na MT-208, há outras pontes que já foram entregues para a população ou que estão em construção. Sobre o Rio São João da Barra foi entregue uma ponte de 121 metros avaliada em 6,8 milhões, e sobre o Rio Turvo outra ponte, no valor de R$ 2,7 milhões. Em andamento ainda há uma ponte de R$ 3,4 milhões, entre Nova Bandeirantes e Cotriguaçu.
Por meio de convênios, o Governo também trabalha em obras de asfalto novo e drenagem na Estrada Castro, além de asfaltamento no centro e em diversas ruas e avenidas de Nova Bandeirantes, com o investimento de R$ 7,8 milhões. Há ainda a construção de dois campos society por R$ 516 mil.
Máquinas e equipamentos
Por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), o Governo de Mato Grosso também investiu em máquinas e equipamentos. Foram entregues uma escavadeira hidráulica, uma motoniveladora, uma retroescavadeira, uma patrulha mecanizada (trator, carreta basculante e grade aradora), uma caminhonete pickup, uma máquina descascadora de café, um distribuidor de calcário, oito tanques resfriadores, uma plantadeira e adubadeira e 425 doses de sêmen bovino.

Educação
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) destinou R$ 213 mil para a aquisição de computadores para professores da rede estadual devido a pandemia do novo coronavírus. Também são direcionados R$ 41,6 mil em recursos para ajuda de custo na contratação de internet para os professores.
Algumas unidades educacionais estão passando por reformas ou manutenções. Para a Escola Municipal Princesa Izabel foram R$ 103 mil por meio de convênio; R$ 35,8 mil para a reforma no telhado e instalação elétrica na Escola Estadual Professor Valdomiro Teodoro Candido; e, por fim, R$ 15,5 mil para a reforma do telhado da Escola Estadual Cerejeiras, que também irá receber uma quadra poliesportiva por meio de um convênio avaliado em R$ 1 milhão. O Governo ainda fez a entrega de 20 aparelhos de ar-condicionado para escolas da rede estadual.
Social
Nos últimos três anos, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) moveu recursos para atender a população em vulnerabilidade social local. Foi feita transferência de renda para mais de 700 famílias de Nova Bandeirantes, por exemplo, foi investido cerca de R$ 1 milhão.
A pasta também fez a distribuição de 2,3 mil cestas básicas, 1,4 mil cobertores e 652 filtros de barro. Para essas entregas, o Governo de Mato Grosso destinou R$ 1,1 milhão.
Outros investimentos
A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) também foi uma das pastas do Governo de Mato Grosso que investiu no município de Nova Bandeirantes. Para a cidade, foram destinados R$ 50 mil para a realização do projeto “África e Brasil: Unidos Pela História e Cultura”.
Já por meio do Desenvolve MT, o Governo investiu R$ 16,7 mil em empréstimos para estimular as empresas em Nova Bandeirantes.
O Governo também fez a perfuração de um poço artesiano e a entrega de três ambulâncias.
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.