MATO GROSSO
Governo de MT inaugura colégio modelo em Cuiabá com capacidade para 1,7 mil estudantes
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso inaugura, nesta quinta-feira (20.06), às 17h, o Colégio Estadual Integrado Ilza Therezinha Picolli (CEI), na região do CPA, em Cuiabá. Essa é a primeira das cinco escolas projetadas no Sistema Modular de Superestrutura em Pré-Moldados construídas pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc).
Com capacidade para atender cerca de 1.700 estudantes do ensino fundamental e médio, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA), a unidade recebeu um investimento de R$ 17,2 milhões.

A escola possui 24 salas de aula, laboratórios 4.0, piscina semiolímpica, quadra poliesportiva, vestiários, Smart TVs e Chromebooks para os estudantes
A arquitetura do prédio proporciona a entrada de luz natural e ventilação constante nos corredores. A acessibilidade é garantida em todos os ambientes internos e externos.

Além da Escola Estadual Ilza Therezinha Picolli Pagot, outras quatro unidades serão construídas em Cuiabá e uma em Várzea Grande, no Bairro Padre Aldacir, região do Capão Grande. Todas as escolas seguem o mesmo projeto arquitetônico e serão denominadas como Colégio Estadual Integrado (CEI) – novo modelo de escola que complementa o sistema educacional existente.
Estas construções levam aproximadamente 180 dias para serem concluídas, reforçando o compromisso do Governo do Estado com a educação de qualidade.
Ao todo, as cinco unidades irão atender 7 mil estudantes de mais de 50 bairros de Cuiabá e Várzea Grande, com investimento de R$ 84,2 milhões.

Pelo projeto SER Família + Educação, desenvolvido pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, a escola busca promover um ambiente colaborativo que ofereça educação integral, apoio psicológico e social, além do envolvimento da família e da comunidade.
A escola proporcionará atividades esportivas como natação, basquete, vôlei, futebol e handebol em espaços modernos e adequados, além de preparar os estudantes para o futuro, com práticas voltadas para o mercado de trabalho.
As atividades extracurriculares contarão com clubes de leitura, teatro, dança, música e workshops, proporcionando uma educação completa e diversificada.
Segundo o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, as cinco unidades do CEI representam o novo perfil educacional adotado na rede estadual.
“Iniciamos uma nova fase com o respaldo das evidências e das boas práticas conquistadas a partir de 2019 e, de forma mais evidente, desde 2022 com a implementação das políticas do Plano EducAção 10 Anos. Todos compreenderam as propostas que vão colocar a nossa rede entre as cinco redes públicas mais bem avaliadas no país até 2032”, afirmou.
As outras quatro unidades do CEI são construídas nos bairros Pedra 90 e Doutor Fábio, também em Cuiabá, e no Padre Aldacir, em Várzea Grande. A previsão de conclusão é ainda este ano.

MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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