MATO GROSSO
Governo de MT intensifica trabalhos e entrega mais de 30 mil cestas de produtos alimentícios nesta semana
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso intensificou nesta semana, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), a entrega de cestas de produtos alimentícios e kits de higiene e de limpeza. Ao todo, foram entregues mais de 30 mil cestas no período, tanto para famílias de Cuiabá, quanto para os municípios do interior. A ação faz parte do Programa SER Família Solidário, que foi uma iniciativa da primeira-dama do Estado, Virginia Mendes.
Desde segunda-feira (03.07), dezenas de caminhões dos municípios do interior retiram os produtos na Arena Pantanal para entregar às famílias cadastradas pelas prefeituras municipais. Até o momento, 56 municípios já buscaram os kits de alimentos, limpeza e higiene.
Em Cuiabá, entre os dias 03 e 07 de julho foram entregues aproximadamente mil cestas e kits de higiene e limpeza para quatro entidades cadastradas, que fizeram a entrega para pessoas em situação de vulnerabilidade já cadastradas.
Uma das comunidades beneficiadas foi o bairro Jardim Novo Paraíso II, onde moram as famílias que tiravam o sustento do antigo aterro sanitário de Cuiabá, fechado em abril deste ano. No local, foram entregues 300 cestas de produtos alimentícios e kits de higiene e limpeza. “O Governo do Estado, por meio da Setasc, e com o apoio da primeira-dama Virginia Mendes, nunca desamparou essas famílias. Eles não têm mais o lixão para tirar seu sustento, mas a gente continua auxiliando e atendendo. Junto com a Defensoria Pública estamos planejando a criação de uma coletiva para que eles possam ter um local para trabalhar com material reciclável. Mais uma vez, o Governo do Estado irá atender essas famílias, amparando e acompanhando”, destacou o secretário adjunto de Assuntos Comunitários da Setasc, Édio Martins.
Viviane Mateus Matos de Oliveira, moradora do bairro Novo Paraíso II, contou que a cesta vai ajudar muito, porque o pai dela está acidentado e só ele que trabalha na casa. “Eu vou doar a minha cesta para a minha mãe e para ele, porque ele está acamado, e o médico pediu pra ele ficar de repouso 60 dias. E é ele e a minha mãe, e o que eu puder ajudar os dois. Agradeço muito a primeira-dama Virginia Mendes, e todos os colaboradores, que vem ajudando a gente que trabalhava no lixão. Que Deus abençoe a senhora, dona Virginia”, completou a ex-catadora.
A moradora do bairro e também ex-catadora, Joyce da Silva, contou que trabalhou durante sete anos no aterro e tirava o sustento da casa de lá, mas que agora está desempregada. “Essa cesta veio em boa hora pra gente que trabalhava no aterro e fechou. Vai ajudar muito na alimentação dos nossos filhos. É uma boa ação que o Governo está fazendo para nos ajudar”, disse.
Para a mãe solo de três filhos, Andrea de Oliveira Ribeiro Pereira, a cesta é uma benção de Deus. “Pra mim, a cesta que trouxeram para nós é muito importante, porque vai colocar alimento na casa da minha família. Sou diarista, não tenho serviço fixo, então essa cesta veio em boa hora, é uma benção de Deus”, concluiu.
Ação contínua
A secretária adjunta da Setasc Marilene Marchese explicou que desde 2019 o Governo do Estado tem se preocupado em entregar ações que possam contribuir com famílias em situação de vulnerabilidade. “Dentro da Setasc, foram criadas ações que pudessem, dentro do período da pandemia, atender algumas necessidades emergenciais. Dentre elas, a partir de 2020, está a entrega de cestas de produtos alimentícios e kits de higiene, que passou a atender as famílias em extrema necessidade”, contou.
A entrega de cestas de produtos alimentícios e kits de higiene e limpeza tem sido uma ação contínua. De 2020 até junho deste ano foram entregues 1.523.661 cestas e kits em todo Mato Grosso pelo Governo do Estado.
Somente em Cuiabá, de 2020 aos dias atuais, foram entregues 326.324 cestas e kits. As entregas são destinadas para pessoas em situação de vulnerabilidade, de insegurança alimentar, e que sejam cadastradas no Cadastro Único.¿
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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