MATO GROSSO
Governo de MT vai restaurar Estrada da Cachoeira da Fumaça em Jaciara
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso vai restaurar a MT-457, rodovia que liga o município de Jaciara até uma série de pontos turísticos. Serão investidos R$ 7,7 milhões, para realizar a obra em 10,97 quilômetros da rodovia, entre a cidade e a Cachoeira da Fumaça.
O contrato com a empresa vencedora da licitação realizada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) foi assinado nesta sexta-feira (24.11). Esse foi um dos investimentos anunciados pelo governador Mauro Mendes durante visita ao município nesta sexta-feira (24.11).
A MT-457 é uma estrada parque, que atende uma série de condições para garantir a preservação do meio ambiente. Além da Cachoeira da Fumaça, a estrada dá acesso a Cachoeira da Mulata e uma série de balneários.
Jaciara tem 86 cachoeiras catalogadas e desde 1994 realiza temporadas de esportes radicais. A Cachoeira da Fumaça é famosa justamente pela prática do rafting. O rapel é outro esporte muito praticado na cidade.
Esse é mais um dos investimentos realizados pelo Estado para melhorar a infraestrutura de destinos turísticos de Mato Grosso. A restauração da estrada para as Águas Quentes da MT-251, para Chapada dos Guimarães, e da rodovia para o Lago de Manso são outros desses investimentos.
Jaciara
O governador Mauro Mendes cumpriu agenda em Jaciara nesta sexta-feira (24.11). Durante a visita, foi inaugurado um mirante panorâmico no município, situado dentro de um complexo turístico, que conta com academia ao ar livre, lanchonete, banheiros e uma praça pública. A obra recebeu investimento de R$ 3,8 milhões.
Também foi assinada a ordem de serviço para início da construção da Vila Aconchego, com residências para idosos.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.