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Governo destina R$ 2,6 milhões para projetos turísticos de vários municípios de Mato Grosso

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O Governo de Mato Grosso irá destinar R$ 2,6 milhões para 37 municípios, contemplando todas as regiões turísticas do Estado, por meio de recursos do Fundo Estadual de Desenvolvimento do Turismo (Funtur), gerido pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento do Turismo (Cedtur). O aporte financeiro será investido em ações de infraestrutura, qualificação profissional, promoção, divulgação e realização de eventos geradores de fluxo turístico, entre outras ações.

A definição dos recursos foi feita após estudo apresentado ao Conselho do Turismo e aprovado em reunião, o que permitiu o repasse para aplicação nos municípios turísticos.

“A iniciativa surgiu por determinação do governador Mauro Mendes, para dar apoio aos municípios para retomarem as atividades o mais rápido possível, resultando na geração de emprego e renda para o setor, que foi tão prejudicado pela pandemia de covid-19”, esclarece o secretário Adjunto de Turismo, Jefferson Moreno.

Os valores para realização de projetos vão ser disponibilizados conforme a categoria ocupada pelo município junto ao Ministério do Turismo. Na categoria A, o valor máximo é de R$ 100 mil e para as categorias B,C,D e E, o máximo é de R$ 60 mil. Esse montante também será utilizado na produção de feiras gastronômicas voltadas ao turismo, festivais de pesca, coleta de dados e sinalização turística.

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Ao todo poderão ser atendidos até 37 municípios, em 11 áreas e 16 objetos de apoio.

“Essa é uma grande iniciativa do Governo do Estado, a criação de um fundo de recursos do trade para fomentar o turismo regional, ampliar o ambiente de negócios e incentivar a geração de empregos nos municípios”, ressalta o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda.

Os municípios listados com interesse em requerer o aporte terão até o dia 15 de maio para inserir os dados nas plataformas Sigcon e Sigadoc. Após esse prazo, a Seadtur fará o levantamento de quantos municípios conseguiram se beneficiar do recurso, e qual o saldo remanescente para abrir para mais municípios.

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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