MATO GROSSO
Governo investe em Cuiabá com recuperação da Estrada do Moinho e ampliação da Avenida Parque do Barbado
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso está realizando duas importantes obras de infraestrutura para a mobilidade urbana em Cuiabá. Estão em andamento a recuperação da Avenida Arquimedes Pereira Lima e a ampliação da Avenida Parque do Barbado, na capital. Juntas, as duas obras representam um investimento de R$ 26,5 milhões, realizadas por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT).
Na Estrada do Moinho, o trabalho é para recuperar 4,5 quilômetros da avenida, entre a rotatória do bairro Boa Esperança e o complexo viário do Tijucal.
Originalmente planejada para a Copa do Mundo de 2014, a obra nunca foi concluída e apresentou uma série de problemas. Atendendo ao parecer elaborado pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), a Sinfra-MT rescindiu unilateralmente o contrato com a empresa responsável e lançou nova licitação.
Com um investimento de R$ 12 milhões, o objetivo é finalizar os serviços não executados e refazer os serviços mal executados. Toda a extensão da Avenida foi avaliada, para determinar o que precisa ser feito em cada trecho, desde o recapeamento até o refazimento da base e das redes de drenagem.

No momento, os trabalhos estão concentrados no trecho entre as pontes sobre o Córrego do Moinho e sobre o Rio Coxipó. No local, o trânsito está fluindo em apenas uma pista, devido a necessidade de realizar escavações para reconstruir a base da avenida.
“Vamos dar soluções às inúmeras patologias que a Estrada do Moinho apresentou durante esses anos todos. Além disso, vamos executar o alargamento das duas pontes, para permitir a passagem dos pedestres e garantir mais segurança para todos que passam pela avenida”, afirmou o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.
Avenida Parque do Barbado
A Sinfra-MT também iniciou as obras de ampliação da Avenida Parque do Barbado. Com 700 metros de extensão, o novo trecho irá ligar as Avenidas Arquimedes Pereira Lima e das Torres, margeando o Córrego do Barbado na região do bairro Pedregal.
O projeto prevê que a Avenida será implantada em pista dupla, com calçadas, drenagem sinalização, iluminação em LED e implantação de uma ciclovia em concreto. Ao longo do trecho, o córrego também será canalizado, garantindo melhorias no saneamento da região e prevenindo enchentes. A obra está orçada em R$ 14,5 milhões.
Com a ampliação, a Avenida parque do Barbado vai permitir a ligação direta entre a Avenida das Torres e a Fernando Côrrea, facilitando, entre outras coisas, o acesso à ponte Sergio Motta e uma melhoria na mobilidade da região do Coxipó. No momento, estão sendo executados os serviços de limpeza do terreno e terraplanagem.

De acordo com o secretário adjunto de Obras Especiais da Sinfra-MT, Isaac Nascimento Filho, as duas obras estão seguindo o cronograma proposto e aprovado.
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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