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Governo lança evento de empreendedorismo e inovação para moradores de comunidades e periferias de MT

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¿¿¿¿¿O Governo de Mato Grosso lançou, nesta terça-feira (27.06), a 1ª edição da Expo Favela Innovation MT, com o objetivo de apoiar e promover o empreendedorismo e a inovação desenvolvidos por moradores de favelas e comunidades da periferia de Mato Grosso.

O evento, que ocorre nos dias 7 e 8 de julho, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, é realizado pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), em parceria com a Favela Holding, Cufa-MT e Associação de Desenvolvimento Social das Favelas.

“É um movimento cultural, de economia criativa, que chama a atenção para esse público que sofre com as desigualdades sociais, e que não pode ser ignorado. Fico feliz quando o Governo consegue apoiar esse tipo de iniciativa, porque, mais que um movimento de governo, tem que ser um movimento de sociedade. Precisamos criar oportunidades para as pessoas e a Expo Favela é uma oportunidade que pode mudar vidas”, afirmou o governador Mauro Mendes.

Anderson Zanovello, presidente da Cufa-MT, explicou que são consideradas favelas os aglomerados que cresceram de forma desordenada e ainda carecem de melhor infraestrutura.

“As pessoas que vivem nesses territórios são grandes empreendedores. São trabalhadores que ganham pouco, então chegam em casa e vão vender lanche, fazer entrega, ou seja, pessoas empreendedoras e que precisam de iniciativas que os apoiem”, ponderou.

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Conforme o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Jefferson Neves, o evento foi pensado para dar mais visibilidade e acelerar o crescimento dos empreendedores dessas comunidades.

“Queremos dar oportunidade para os talentos que temos nessas comunidades, para que eles alavanquem seus negócios e ideias. É com essa premissa que queremos expandir essas iniciativas, para que a gente alcance mais pessoas, mais famílias e negócios criativos, para que, tanto economicamente quanto socialmente, possamos melhorar a condição de vida nas nossas periferias”, afirmou.

Além das exposições, o Expo Favela terá em sua programação diversas palestras, workshops, mentorias, cursos, debates e rodadas de negócios.

Representante do segmento da Cultura, o deputado estadual Beto Dois a Um ressaltou a importância do apoio do Governo do Estado em iniciativas que busquem a valorização e o desenvolvimento das comunidades.

“O Governo do Estado tem que fortalecer as iniciativas que geram oportunidade, que dão esperança, e a Expo Favela é um projeto conectado com a realidade e que dá o que falta para a nossa gente, que é oportunidade. A cultura, assim como o esporte, é um fator de transformação social, e, quando o poder público estadual incentiva, participa lado a lado, a gente mostra que existe uma sintonia no Estado em busca de solucionar o problema do nosso povo”, disse.

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De acordo com o secretário adjunto de Cultura, Jan Moura, mais de 600 interessados se inscreveram para a exposição e 60 deles serão selecionados. Desses, 10 também terão a oportunidade de participar da Expo Favela nacional. O evento ainda prevê que os 10 melhores expositores nacionais participarão de um reality show no programa “É de Casa”, da Rede Globo.

Para Jan Moura, a iniciativa é a materialização das políticas públicas de cultura e economia criativa desenvolvidas pelo Governo de Mato Grosso.

“Entendemos que cultura também gera renda, emprego e pode ser um divisor de águas na vida de muitas pessoas, por isso é muito importante pensarmos além, a cultura como instrumento para que as pessoas consigam viver, como no movimento da economia criativa”, comentou.

Solenidade

Também participaram do lançamento do evento o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o secretário adjunto de Esporte, David Moura, a defensora pública-geral do Estado, Maria Luziane Castro, representantes do Sebrae, Cufa-MT e TV Centro América.

Fonte: Governo MT – MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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