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Governo lança programa Acelera Gov MT para impulsionar startups públicas

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A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Mato Grosso (Seplag-MT) lançou, nesta segunda-feira (08.07), o Acelera Gov MT para beneficiar até 30 projetos propostos por servidores públicos da administração estadual. As inscrições já estão abertas e devem ser feitas exclusivamente por este formulário, onde também constam as regras para participação.

O secretário da Seplag, Basílio Bezerra, ressalta que o intraempreendedorismo é uma das estratégias da política estadual que incentiva a inovação para melhorias na prestação dos serviços públicos à sociedade mato-grossense.

“Queremos continuar fomentando boas ideias que vêm dos servidores públicos e demonstram potencial para mudanças positivas no desempenho do papel da administração pública estadual”, observa.

O programa de aceleração para startups públicas surge da cooperação assinada entre o Governo de Mato Grosso, por meio da Seplag, e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae-MT). O Acelera Gov MT recebeu um investimento de quase R$ 750 mil.

Segundo o gestor inovação do Sebrae-MT, Fernando Pscheidt, além de investir a contrapartida de cerca de R$ 375 mil, a entidade ajudará no preparo das equipes.

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“A nossa responsabilidade fica na metodologia e execução das capacitações e consultorias aos participantes. Temos o know-how [saber como] de mais de 10 anos na criação e capacitação de startups privadas em Mato Grosso, dos quais fizemos parte da jornada de mais de 500 delas”, pondera o gestor.

Os projetos de inovação que serão submetidos devem estar relacionados à transformação digital, à redução de custos ou melhorias da receita, à satisfação do cidadão ou à melhoria da gestão pública. Todas as categorias estão detalhadas neste documento.

O adjunto de Planejamento e Governo Digital da Seplag, Sandro Brandão, lembra que o Governo de Mato Grosso já inovou por ser o primeiro estado a ter uma área de intraempreendedorismo na administração pública.

“Não há registros de iniciativas semelhantes a esta em todo Brasil. Estamos inovando, pois acreditamos que o servidor público pode ser um agente protagonista de mudanças nas práticas públicas, se for devidamente capacitado e estimulado”, afirma o adjunto.

Orientações

O superintendente do Governo Digital e Inovação em Práticas Públicas da Seplag, Washington da Silva, informa que na próxima quinta-feira (08.07), às 15h, será realizado um encontro online pelo Google Meet e transmitido pelo canal da Seplag no YouTube para os servidores interessados nesta iniciativa que mescla a administração pública com a cultura de startups.

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“É uma proposta inovadora que preconiza a atuação de intraempreendedores públicos, ou seja, servidores públicos estaduais inovadores, em times internos de alto desempenho, atuando em regime ágil nos moldes de uma startup privada”, finaliza o superintendente.

Fonte: Governo MT – MT

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Custos de produção e rentabilidade preocupam suinocultores de Mato Grosso, apontam especialistas

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Apesar do crescimento da produção e dos recordes nas exportações brasileiras de carne suína, a rentabilidade dos produtores de Mato Grosso vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A combinação entre preços em queda, custos de produção ainda elevados e dificuldades para ampliar o consumo interno foi um dos principais temas debatidos durante o 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).

Durante o evento, o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer, apresentou um panorama atualizado da cadeia produtiva e destacou que o Estado segue ampliando seu rebanho e sua produção. Entretanto, esse crescimento não tem se refletido na renda do produtor.

Segundo ele, após a virada do ano, os preços pagos pelo quilo do suíno apresentaram forte retração, reduzindo significativamente a margem da atividade. “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor. Hoje estamos observando alguns dos menores resultados econômicos da série histórica da suinocultura em Mato Grosso”, afirmou.

Gauer explicou que a situação é ainda mais preocupante para produtores que possuem financiamentos e investimentos em andamento, já que a redução da rentabilidade compromete a capacidade de cumprir esses compromissos. Outro ponto destacado foi o comportamento das exportações. Embora o Brasil registre embarques recordes de carne suína, esse desempenho ainda não é suficiente para equilibrar o mercado interno.

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“Quando analisamos Mato Grosso, apenas cerca de 15% da produção é destinada à exportação. Ou seja, a maior parte permanece no mercado interno, o que limita o impacto positivo das vendas externas sobre os preços recebidos pelos produtores”, explicou.

Gestão eficiente será decisiva

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins, reforçou que o cenário exige dos produtores uma gestão ainda mais eficiente das granjas. Durante sua palestra sobre custos de produção e perspectivas para 2027, ele apresentou a metodologia utilizada pela Embrapa para calcular os custos de produção em seis estados brasileiros, entre eles Mato Grosso, disponibilizando informações que servem de referência para produtores.

Segundo o pesquisador, embora o Brasil viva um excelente momento nas exportações, esse avanço não foi suficiente para garantir margens satisfatórias aos produtores. “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção. Isso exige que o produtor olhe cada vez mais para dentro da propriedade, buscando eficiência, redução de desperdícios e melhoria da gestão”, destacou.

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Para Martins, além do trabalho realizado dentro das granjas, será fundamental que toda a cadeia continue investindo em ações de estímulo ao consumo da carne suína. “A ampliação da demanda é um caminho importante para que, no médio prazo, o setor consiga recuperar melhores níveis de rentabilidade”, afirmou.

Além da economia, o pesquisador também abordou a importância da biosseguridade como fator estratégico para manter a competitividade da suinocultura brasileira, tema que também ganhou destaque durante o simpósio.

Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a discussão sobre custos de produção, mercado e rentabilidade tornou-se indispensável diante do atual cenário da atividade. “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas. Por isso, a Acrismat fez questão de reunir especialistas que apresentassem um diagnóstico econômico do setor e apontassem caminhos para que o produtor possa tomar decisões mais seguras. Conhecimento é uma ferramenta essencial para manter a atividade competitiva”, afirmou.

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