MATO GROSSO
Governo licita construção de orla e píer em Barão de Melgaço
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso abriu licitação para realizar duas obras que vão estimular o turismo em Barão de Melgaço. Com a construção da orla do município e de um píer sobre o Rio Mutum, serão investidos R$ 16,2 milhões.
A Orla de Barão de Melgaço está situada às margens do Rio Cuiabá, na rua Augusto Leverger, e terá 9.771,59 m² de área construída. Orçada em R$ 12,1 milhões, a licitação será realizada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) no dia 16 de outubro, às 09h.
O objetivo é fortalecer o turismo e oferecer um espaço adequado para o lazer dos moradores da cidade. O espaço terá dois quiosques, playground, calçadão e estacionamento, além de uma plataforma para permitir o acesso das pessoas em embarcações.
A obra será realizada com recursos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). Todos os documentos da licitação podem ser encontrados no site da Sinfra-MT.
O titular da Sedec, César Miranda, destacou que o governador Mauro Mendes tem atuado fortemente no investimento em infraestrutura das regiões turísticas não apenas com os projetos das orlas, mas em todo Estado. O secretário observou que o Estado possui diversos projetos e tem recursos para executá-los, mas faltam empresas na área da construção civil para tocar essas obras.
“A questão das orlas emperrou por falta de empresas interessadas em tocar as obras. Mato Grosso é diferenciado até nisso. Temos dinheiro, mas faltam empresas para tantos projetos. Esperamos que agora consigamos licitar a obra e entregar essa importante orla, que será um diferencial para o Pantanal de Barão de Melgaço”, comentou.
O secretário adjunto de Turismo da Sedec, Felipe Wellaton, acrescentou que a infraestrutura é a principal demanda dos municípios turísticos do Estado.
“O Governo tem um pacote grande de obras estruturais. As obras da Orla de Barão e o Píer de Mutum, aliadas à rodovia que liga Cuiabá a Rondonópolis via Barão de Melgaço e Santo Antônio de Leverger, vai atrair mais turistas fomentando o Pantanal dessas duas cidades”, ponderou.
Píer do Rio Mutum
O Governo também lançou a licitação para construção de um píer e um restaurante às margens do Rio Mutum, na região conhecida como Pantanal de Barão de Melgaço. O empreendimento será construído na MT-456, no município, com um orçamento previsto de R$ 4,1 milhões.
O espaço contará com um pier de 105 m², um restaurante com ambiente externo, salão interno e área de descanso, além de dois estacionamentos. O objetivo é fortalecer o turismo em uma área que conta com dezenas de pousadas, próxima ao distrito de Mimoso e das baías de Chacororé e Siá Mariana.
Os documentos também estão disponíveis no site da Sinfra-MT. A licitação está marcada para terminar no dia 13 de setembro, às 09h.
As duas concorrências públicas eletrônicas serão realizadas no Sistema de Informações para Aquisições Governamentais, seguindo a Nova Lei de Licitações.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.