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“Governo tem democratizado o acesso e tratado a cultura como política pública de verdade”, afirma secretário adjunto

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O tratamento diferenciado dado à cultura pelo Governo do Estado tem democratizado o acesso aos recursos, através de editais da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), dando espaço para todos, e tratado a cultura como política pública de verdade, como garantiu o secretário adjunto de Cultura, Jan Moura, durante entrevista ao podcast Conecta Jovem que foi ao ar nessa terça-feira (05.09).

“A diferença da nossa gestão para as anteriores é que pensamos em ampliar aquilo que faltava e fortalecer e desenvolver o que já estava funcionando bem”, enfatizou o secretário.

O Governo segmentou os editais, que, na avaliação de Jan Moura, é uma ferramenta de intervenção pública. “O edital precisa atender quem mais precisa do Estado e dar suporte para quem necessita. A gente começa a adotar outros critérios, como critérios sociais, de distribuição territorial, para dar uma equilibrada nesse acesso”, pontuou.

Sobre a mudança no formato cultural nos últimos quatro anos, o secretário reforçou a importância do poder público entender o segmento como ferramenta de educação, desenvolvimento social e econômico.

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“É importante lembrar que a cultura não é para os trabalhadores culturais. O foco é a sociedade. Então, juntos, precisamos pensar em oferecer as melhores experiências culturais para a população. O Governo não é o produtor de grandes eventos, e sim a infraestrutura e o aporte para fazer com que o recurso volte para os cofres públicos em formato de imposto. É investimento real, calculado e rastreável”, destacou.

Os festivais multiculturais são um exemplo de investimento, entre eles o Festival Vambora que acontecerá na Arena Pantanal no final de setembro.

A produtora audiovisual Alessandra Grandini que está à frente do evento também participou do podcast e ressaltou a importância do Estado identificar as potencialidades locais.

“Isso é reflexo de uma política pública bem feita. Cultura não é gasto, é investimento, é a possibilidade de artistas mato-grossenses produzirem materiais incríveis e dar acesso à nossa população em geral a grandes produções”.

O 40º episódio do Conecta Jovem tratou ainda sobre detalhes do Vambora e o empenho da Secel em construir outras centralidades. O podcast pode ser ouvido nas plataformas do Governo de Mato Grosso no Youtube e Spotify.

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Fonte: Governo MT – MT

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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