Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Guerra entre facções instala medo e deixa dezenas de mortos em Mato Grosso

Publicados

MATO GROSSO

A guerra por disputa de território e domínio do tráfico de drogas em Mato Grosso instala medo e eleva o número de homicídios. As cidades de Sorriso, Sinop, Tangará da Serra e Barra do Bugres tem sido os locais onde mais confrontos foram registrados nos últimos meses. Três grupos são os principais envolvidos: Comando Vermelho (CV), Partido Primeiro Comando da Capital e Tropa do Castelar, dissidentes do CV que se revoltaram com execuções dos próprios membros.

Nesta sexta-feira (24), homem identificado como Geneci Correia do Nascimento, 43 anos, foi morto com três tiros na cabeça, quando voltava do trabalho, em Sorriso. Os filhos dele seriam membros de facção.

Ainda em Sorriso, Valdoci Conrado da Silva, 21, foi assassinado com cerca de 16 tiros no caminho para o trabalho, no dia 14 deste mês. Ele estava de moto em uma estrada vicinal, quando teria sido ‘fechado’ por um carro. Um dos ocupantes, então, atirou e matou Valdoci. Ele era membro de uma facção e era ameaçado pelo grupo rival.

Em Barra do Bugres, dois membros do Comando Vermelho e um do PCC foram mortos pela Polícia Militar no início de fevereiro. Kelvi Verissimo Teixeira, 23 anos, e Alexandre dos Reis, vulgo Índio, eram do CV, enquanto Wender de Pinto Brito, 27, do PCC. Este último planejava cometer homicídios na região, segundo a Polícia Militar.

Leia Também:  Defensoria promove seminário sobre políticas públicas para pessoas em situação de rua

No dia 28 de janeiro, tentativa de homicídio motivada pela briga entre facções resultou em cinco mortes. De acordo com o boletim de ocorrência que o Olhar Direto teve acesso, os agentes receberam informações sobre vários indivíduos que seriam membros de facção que haviam chegado na cidade recentemente para exterminar pessoas do grupo rival.

Foi informado aos policiais que os suspeitos da referida tentativa de homicídio estariam armados em uma residência na rua quatro do bairro Maracanã. Diante das informações, equipes da PM se deslocaram até a casa, onde ao tentarem fazer a abordagem, foram recebidas a tiros pelos suspeitos.

Para cessar a ação dos faccionados, iniciou-se confronto armado que resultou na morte de cinco homens. Eles foram identificados como: Genaldo Marques da Silva (AL), de 34 anos, Jelson Silva Teixeira (GO), de 21 anos, Max Willian Marques Malta (Pontes e Lacerda), de 20 anos. Já Igor Felipe de Arruda Costa Taques, de 26 anos e Carlos Henrique da Silva Santos, de 25 anos, são de Barra do Bugres.

Leia Também:  VIDEO: Caminhão pipa do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande, quebra no meio da rua e desperdiça Água. Quem estava esperando o abastecimento por este caminhão terá que esperar mais um pouco:

Outro caso chocante aconteceu em Tangará da Serra, onde uma adolescente de 17 anos teve a língua cortada pelo CV por namorar um criminoso do PCC. Crime aconteceu na madrugada de 13 de janeiro, quando cinco suspeitos renderam a vítima na porta de casa. Enquanto dois deles vigiavam a entrada do imóvel, três entraram na residência.

Em determinado momento da ação, os suspeitos pegaram o celular da vítima. Eles questionaram se ela preferia morrer ou ter a língua cortada. A sessão de tortura aconteceu na frente da mãe e dos irmãos da adolescente.

Em Sinop, o caminhoneiro Robson Luiz Mariano, de 39 anos, foi sequestrado e morto em 12 de janeiro. O crime foi ordenado por facção por suspeitar que o caminhoneiro transportava drogas para uma facção rival.

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

Publicados

em

Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

Leia Também:  VIDEO: Caminhão pipa do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande, quebra no meio da rua e desperdiça Água. Quem estava esperando o abastecimento por este caminhão terá que esperar mais um pouco:

Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

Leia Também:  Prefeito de Nova Bandeirantes participa de Seminário Nacional pela Alfabetização, em Brasília

Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA