MATO GROSSO
Há 6 meses sem receber, terceirizados da Limpurb protestam em frente a prefeitura de Cuiabá
MATO GROSSO
Motoristas que locam caminhões para a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) para serviços de limpeza e manutenção da cidade, estão realizando ato de protesto em frente a Prefeitura por estarem 6 meses sem receber pela locação dos caminhões.
Hoje (13-03) bem cedo estacionaram os caminhões (com cartazes com os dizeres “quero receber”) na rua em frente à Prefeitura de Cuiabá, para denunciar o calote.

Os trabalhadores que participam do protesto prestam serviços de limpeza, serviços gerais, reformas de praça, desentupimento de bueiros, coleta de lixos e folhas e tudo que envolve a manutenção geral da Capital. De acordo com eles, os trabalhos estão parados desde quinta (9) e vão continuar assim até que os salários sejam pagos.
“Resolvemos parar todo mundo, não aguentamos mais, devemos borracharia, mecânico, funcionários, até agiota. Já perdemos equipamentos, carro, etc. Hoje Cuiabá está sendo mantida limpa através de nós porque nós tiramos dinheiro do bolso, pagamos funcionários, manutenção de caminhão para manter a cidade limpa”, disse um dos manifestantes.
O diretor-presidente da Limpurb, Júnior Leite, ainda não se manifestou sobre a paralisação.
Convocação
O vereador de oposição Dilemário Alencar (Podemos) disse para o Caldeirão Político que apresentará requerimento de convocação do secretário da Limpurb, Júnior Leite. “Vou apresentar convocação do Júnior Leite, da Limpurb. Estou recebendo denúncias que as dívidas na Limpurb são milionárias. Vou convocar também para ir prestar esclarecimentos na Câmara Municipal o representante da Eletroconstron, que mantém contrato com a Limpurb”, disse o vereador.
MATO GROSSO
Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa
O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.
Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.
“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.
O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.
“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.
Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.
Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.
“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.
Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.
“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.
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