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Homem é preso em flagrante pela PM com oito tabletes de maconha

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Um homem de 46 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar por tráfico de drogas e corrupção ativa, na noite deste sábado (01.04), em Várzea Grande. Com o suspeito, a PM apreendeu oito tabletes e outros pedaços de substância análoga à maconha.

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe da 25ª Cia PM estava em patrulhamento pelo bairro Jardim Paula 2, quando se deparou com um homem que jogou uma sacola e entrou correndo em um terreno baldio ao visualizar a viatura policial.

Os policiais militares realizaram procedimento de abordagem ao suspeito e localizaram uma porção de cocaína, em sua cintura, além de três pedaços de maconha e uma balança de precisão, na sacola jogada por ele. Ao ser questionado sobre os entorpecentes, afirmou que teria comprado a droga para levar com ele até a fazenda em que trabalha.

O suspeito ainda afirmou que havia outras quantidades de maconha dentro de sua casa, levando os policiais militares até o endereço. No local, a equipe da PM realizou novas buscas e encontrou uma sacola contendo oito tabletes de maconha e uma vasilha com outras porções da mesma droga.

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Em seguida, a PM deu voz de prisão em flagrante ao suspeito, momento em que o homem ofereceu uma quantia de R$ 3 mil para tentar subornar os policiais para que ele fosse liberado.

Diante da situação, o suspeito foi conduzido para a Central de Flagrantes de Várzea Grande, com o material apreendido, para registro do boletim de ocorrência e demais providências.

Fonte: Governo MT – MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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