MATO GROSSO
Homem perde quase R$ 200 mil no ‘jogo do Tigrinho’ e desaparece após pedir empréstimos
MATO GROSSO
O lubrificador Marcos Roberto Machado, de 52 anos, está desaparecido há uma semana após
perder quase R$ 200 mil no “jogo do tigrinho”, como as plataformas de jogos de azar que
prometem grandes ganhos em dinheiro ficaram conhecidas. De acordo com a filha dele, Julie
Fagundes Silva, a última localização de Marcos foi no viaduro de Rosário Oeste, enquanto
retornava de Cuiabá para Nova Mutum.
A Polícia Civil informou que a família do lubrificador procurou a delegacia da cidade na última
quinta-feira (23). Julie explicou ao Olhar Direto que, há 20 dias, ela descobriu que o pai estava
enfrentando problemas e tinha perdido dinheiro nas apostas virtuais.
“Pessoal da família entrando em contato, falando que ele estava pedindo dinheiro emprestado
e perguntando se estava tudo bem. Eu e meu irmão começamos a ir atrás, saber o que estava
acontecendo, ele falava que estava só um pouco apertado, que tinha que cobrir o limite do
banco, essas coisas assim. Fomos a fundo e colocamos até uma airtag no carro dele para ver o
que estava acontecendo de verdade, se tinha alguma outra coisa”.
Foi através da airtag colocada no carro de Marcos que Julie conseguiu ter acesso a última
localização do pai. Desde então, o lubrificador não foi mais visto e não entrou em contato com os familiares. Além disso, o telefone não tem sinal.
A filha conta que, a princípio, não acreditou que o pai tinha perdido quase R$ 200 mil nas
plataformas de apostas. Marcos chegou a apostar o salário e acumulou dívidas de aluguel, por
exemplo. “A gente até não acreditou a princípio, mas entrei nas plataformas e realmente
constam os depósitos, valores altos. Ele perdia e colocava mais, achando que ia recuperar”.
Fonte: Olhar direto
MATO GROSSO
Prorrogação de incentivo fiscal garante alívio ao setor suinícola de Mato Grosso
O Governo de Mato Grosso prorrogou até 31 de dezembro de 2026 o crédito presumido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) concedido por meio do Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) para atividades da suinocultura. O benefício, que mantém o percentual de 75% de incentivo nas operações interestaduais com suínos vivos, terminaria no dia 31 de abril, mas foi estendido até 31 de dezembro de 2026, garantindo fôlego ao setor produtivo em um momento de desafios econômicos.
A medida atende a uma demanda apresentada pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), com apoio institucional do Fórum Agro, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
De acordo com a Resolução nº 269/2026 do Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat), publicada após a 33ª Reunião Extraordinária do colegiado, realizada no mês de março, fica autorizada a manutenção da fruição cumulativa de benefícios fiscais nas operações interestaduais de suínos destinados ao abate, engorda, reprodução, cria e recria.
Na prática, o incentivo mantém reduzida a carga tributária nas saídas interestaduais de suínos vivos, assegurando maior competitividade aos produtores mato-grossenses no mercado nacional. O mecanismo combina crédito outorgado e redução de base de cálculo do ICMS, conforme previsto em convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e regulamentações estaduais.
A prorrogação ocorre em um contexto de pressão sobre os custos de produção e margens do setor, especialmente diante de oscilações de mercado e aumento de custos operacionais. Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a manutenção do incentivo fiscal contribui para preservar a atividade, estimular investimentos e garantir previsibilidade aos produtores.
“Esse incentivo é fundamental não só para o desenvolvimento da suinocultura de Mato Grosso como a manutenção de produtores na atividade, visto que o primeiro trimestre foi de desvalorização do preço pago ao produtor. Para se ter uma ideia, iniciamos o ano com R$ 8,00 pago ao produtor por cada quilo do animal vivo, e agora no início de abril esse valor está em R$ 6,20, uma queda de 22% aproximadamente”, pondera Frederico.
Com a decisão, o setor suinícola ganha mais tempo para enfrentar o atual cenário econômico, enquanto entidades representativas seguem dialogando com o poder público em busca de medidas estruturais que contribuam para a sustentabilidade da produção em Mato Grosso.
O Proder é um dos principais instrumentos de incentivo ao desenvolvimento rural no estado, permitindo a concessão de benefícios fiscais a segmentos estratégicos da agropecuária, com foco na agregação de valor, geração de emprego e fortalecimento da competitividade.
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