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Impulsionado por restaurantes e turismo, Dia das Mães deve movimentar R$ 395 milhões em MT

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Contagem regressiva para o Dia das Mães intensifica preparação do comércio. Levantamento feito pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae/MT) aponta que 53% da população economicamente ativa no estado pretendem fazer compras e a estimativa de movimentação financeira na economia local é de R$ 395 milhões. A data é considerada uma das principais do calendário varejista no primeiro semestre.

Conforme a pesquisa, 59% dos entrevistados planejam almoçar em restaurantes para celebrar a data, enquanto 12% dizem optar por um jantar especial. Outros 6% revelaram que consideram fazer uma viagem no fim de semana do Dia das Mães. Segundo a gestora de Pesquisas Temáticas do Núcleo de Inteligência de Mercado do Sebrae/MT, Jaqueline Trentino, o aquecimento na demanda nos setores de alimentação fora do lar e turismo é uma grande oportunidade para as empresas dos segmentos.

“Restaurantes e bares podem investir em menus especiais para a data, pacotes promocionais para famílias e reservas antecipadas. Já os hotéis e pousadas tendem a criar pacotes para aqueles que desejam celebrar a data com uma experiência diferenciada. Para isso, promoções ou descontos podem ser atrativos. Já as agências de turismo podem ofertar passeios de curta distância, promovendo destinos próximos e momentos relaxantes para as mães”, pontuou Trentino.

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Dentre as opções de presentes, roupas estão no topo da preferência (51%) dos consumidores, seguidas por calçados (40%) e chocolates (37%). Itens como cestas de café da manhã (29%), bolsas (23%), flores (20%) e perfumes (18%) também foram mencionados. Cada consumidor deve gastar, em média, R$ 498 para presentear na data. Em Várzea Grande e Sinop, o ticket médio é ainda maior e ultrapassa a quantia de R$ 760.

Tendências de consumo

Ainda conforme a pesquisa, 23% das pessoas ouvidas ainda estão indecisas sobre qual presente escolher. Para 64%, promoções e descontos são fatores decisivos na hora das compras e 63% priorizam a qualidade dos produtos. Apesar das cifras superlativas no potencial comercial do Dia das Mães para economia mato-grossense, o cenário macroeconômico deve impedir resultados mais expressivos para empresas do comércio local.

De acordo como o levantamento, há uma queda expressiva na intenção de compra nesta época, que diminuiu 24 pontos percentuais em relação a 2024 – reflexo da alta dos preços e insegurança financeira. No caso da movimentação financeira estimada de R$ 395 milhões, a perda é de 26% em relação ao mesmo intervalo.

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Por tabela, o panorama força o consumidor a ter mais cautela. Mais da metade (54%) revelam que farão a boa e velha cotação de preços em busca do melhor custo-benefício. Quanto aos canais de pesquisa e aquisição, as lojas físicas do comércio de rua e shopping centers lideram as escolhas. Mesmo com a tendência de comparação de valores de produtos e serviços, as compras de Dia das Mães devem ficar para a última semana antes da data, conforme 57% dos entrevistados.

O grande fluxo “em cima da hora” pode gerar picos de demanda na véspera da comemoração, o que exige atenção redobrada do comércio para atender à alta procura.

Dados do levantamento

A Pesquisa de Intenção de Consumo para o Dia das Mães foi conduzida via entrevistas telefônicas, entre 13 de março e 1º de abril de 2025, em Mato Grosso. Foram entrevistados 1.070 residentes maiores de 18 anos de todo o estado. Para a sondagem utilizou-se a metodologia quantitativa, com margem de erro de 5% para 95% de confiança.

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Vereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá

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O vereador Alex Rodrigues participou nesta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá, de uma audiência pública destinada a discutir as causas do crescimento da população em situação de rua na capital e cobrar a elaboração de um plano de ação efetivo para enfrentar o problema.

O debate reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da sociedade civil organizada. O objetivo foi promover uma ampla discussão sobre o tema e buscar alternativas para reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas da cidade.

Durante a audiência, foram apresentados dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que revelam um aumento expressivo da população em situação de rua em Cuiabá nos últimos anos.

Segundo o levantamento, em 2025 a capital contabilizou 1.783 pessoas vivendo nas ruas. O número representa um crescimento superior a 2.775% em comparação com 2013, quando apenas 62 pessoas estavam registradas nessa condição.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas envolvendo assistência social, saúde, segurança pública, qualificação profissional e reinserção social.

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Alex Rodrigues propõe comissão permanente

Durante sua participação, o vereador Alex Rodrigues defendeu a criação de uma comissão permanente de enfrentamento à população em situação de rua, com a missão de reunir diferentes órgãos públicos e entidades para construir soluções práticas e duradouras.

Para o parlamentar, é necessário que o debate avance além das discussões institucionais e resulte em medidas efetivas que impactem diretamente a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Essa discussão não pode ficar apenas no plenário. Precisamos transformar o debate em resultados reais nas ruas de Cuiabá, oferecendo dignidade, oportunidades e atendimento adequado para quem mais precisa”, afirmou.

Curitiba é citada como exemplo

Alex Rodrigues também destacou experiências bem-sucedidas desenvolvidas em outras cidades brasileiras. Entre os exemplos mencionados está Curitiba, que vem apresentando resultados positivos por meio de políticas públicas avançadas e ações integradas entre diferentes órgãos governamentais.

Segundo o vereador, Cuiabá pode adaptar iniciativas que já demonstraram eficiência em outras regiões do país, fortalecendo o acolhimento social e ampliando as oportunidades de reinserção para pessoas em situação de rua.

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Ao final da audiência, os participantes defenderam a continuidade do diálogo entre os poderes públicos e a sociedade civil para a construção de estratégias permanentes que contribuam para reduzir o problema e garantir mais dignidade à população vulnerável da capital.

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