MATO GROSSO
Indea cumpre determinação da Anvisa e suspende agrotóxico em MT
MATO GROSSO
Em cumprimento à determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Coordenadoria de Defesa Sanitária Vegetal do Indea de Mato grosso emitiu manifestação técnica orientando a suspensão imediata da comercialização, distribuição e importação de produtos agrotóxicos que contenham o ingrediente ativo carbendazim em sua composição, a partir de 22 de junho de 2022, no território mato-grossense.
A Anvisa determinou na terça-feira (21.06) a suspensão cautelar da importação, fabricação, comercialização e distribuição do ingrediente ativo carbendazim, e produtos técnicos que contenham esse ingrediente ativo em todo o território nacional, enquanto aguarda a conclusão da reavaliação toxicológica do carbendazim.
“A suspensão cautelar tem por objetivo evitar que os agrotóxicos à base do carbendazim continuem disponíveis no mercado até a conclusão da reclassificação toxicológica, bem como estudos quanto aos riscos que o produto pode representar à saúde humana”, afirma a coordenadora de Defesa Sanitária Vegetal, Silvana Amaral.
A medida cautelar não se aplica aos produtores rurais que já possuem esses produtos em sua posse. Porém, não devem ser efetuadas novas aquisições, pois a comercialização e distribuição estão suspensas.
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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