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Inscrições para oficinas do 2° Festival CirandaMundo podem ser feitas até sexta-feira (21)

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O 2° Festival CirandaMundo será realizado nos dias 1° a 5 de julho, em Cuiabá, com apresentações artísticas ao público e atividades de aperfeiçoamento para estudantes e profissionais da música. As inscrições estão abertas até 21 de junho para as capacitações. O evento é promovido pelo Governo de Mato Grosso, por meio do Edital Viver Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), e toda a programação é gratuita.

Sobre as atividades de aperfeiçoamento profissional, tanto estudantes quanto músicos que atuam no mercado podem participar. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela internet.

O Festival oferece oficinas de violino, viola de arco, violoncelo, contrabaixo acústico, flauta transversal, clarineta, oboé, fagote, saxofone, trompete, trombone/tuba/euphonium, trompa, percussão, ritmos brasileiros e regência de orquestra. É necessário ter idade mínima de 7 anos para fazer inscrição.

“O festival é um momento em que a gente abre a instituição para receber alunos de outras vivências e de outros processos de estudo do instrumento musical. Durante esses dias, os participantes podem acessar essas oficinas com excelentes professores, de grande renome no meio artístico”, explica Murilo Alves, presidente do Instituto Ciranda, que realiza o evento por meio do Edital Viver Cultura.

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Além da parte técnica de conhecimentos na música, o Festival contará com apresentações artísticas de renomados músicos e professores que participam do evento, além de concertos das orquestras PrimeiraCiranda e CirandaMundo. As atrações culturais serão divididas entre os palcos do Sesc Arsenal e do Teatro Zulmira Canavarros, com entrada gratuita para a população.

A primeira edição do Festival CirandaMundo foi realizada em 2021, via Edital Aldir Blanc, da Secel. com o objetivo de oferecer formação continuada a estudantes de música de Mato Grosso. Em função da pandemia, naquele ano, as apresentações e oficinas foram realizadas online.

Divulgação

Serviço

2° Festival CirandaMundo
Inscrições até 21 de junho: Link AQUI
Concertos com participantes do evento: 3 e 4 de julho, às 19h, no Sesc Arsenal
Concerto da Orquestra PrimeiraCiranda e Grupo de Percussão – 4 de julho, das 19h às 21h
Concerto da Orquestra CirandaMundo – 5 de julho, no Teatro Zulmira Canavarros, das 19h às 21h
Mais informações:  www.even3.com.br/festivalcirandamundo/ e Instagram @festivalcirandamundo

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Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento

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“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.

Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.

O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.

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Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.

O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.

A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.

É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.

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A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.

Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.

Sobre a Dra. Fabiana Bersch

Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.

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