MATO GROSSO
Jogo eletrônico desenvolvido com apoio do Governo será lançado no próximo sábado (11)
MATO GROSSO
A cuiabana Kellen Karoline, de 28 anos, apresenta no próximo sábado (11.02) o game de aventura Pantazil, que é ambientado no Pantanal mato-grossense. O evento será realizado no espaço Poltrona Nerd, em Cuiabá. O projeto foi contemplado na categoria Livre do edital Jogos Eletrônicos – “Gaming Up”, realizado pelo Governo de Mato Grosso por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
O game será lançado para o público no dia 15 de fevereiro e estará disponível para download gratuito no Steam, plataforma de distribuição de jogos digitais para computadores.
Kellen destaca que o objetivo é encontrar fotografias perdidas de animais da fauna pantaneira como a onça, arara, sucuri e outros. “O jogo é muito dinâmico e de tema livre, alcança diferentes faixas etárias, ou seja, pode despertar interesses em crianças, adolescentes e adultos”, explica.
Ela também ressalta que a ideia é que o game não fique restrito só ao mercado brasileiro, pois ele tem potencial para chamar a atenção de jogadores de diferentes partes do mundo.
“Eu quero que o mundo inteiro conheça os meus jogos. É por isso que ele está também nos idiomas inglês e espanhol, para alcançar jogadores de fora do Brasil”, reforça a gamer.
Kellen ressalta a importância do apoio da Secel para o setor de games, área com grande potencial de crescimento em Mato Grosso. “Esse apoio está ajudando a alavancar minha carreira, em um mercado ainda pequeno e pouco ocupado por mulheres”, diz ela.
De acordo com a superintendente de Desenvolvimento da Economia Criativa, Keiko Okamura, foi verificado um aumento da demanda para apoio ao setor de games durante a realização dos editais da Lei da Aldir Blac, publicados em 2020, no período da pandemia de Covid-19.
“Com base nessa demanda, realizamos um edital dedicado ao setor com a aprovação de 10 projetos incríveis. Hoje, potencializar o setor de games e ações de distribuição e de mercado faz parte da pauta da Secel, por meio do Programa Mato Grosso Criativo, um setor com potencial enorme e de grande impacto para a economia mato-grossense, com geração de empregos e produtos de qualidade, um dos setores que mais cresce no Brasil e no Mundo”, destaca Keiko.
Processo de criação
Pantazil é o terceiro trabalho assinado por Kellen, que é apaixonada por jogos eletrônicos desde criança, tendo o seu pai, como principal mentor e incentivador da carreira: “Ele que me mostrou esse caminho de jogos e me incentivou a trabalhar nessa área, e mostrar para o público que eu consigo criar games”.
Formada em Análise de Sistemas e pós-graduada em Games 3D, Kellen busca seu espaço num setor predominantemente ocupado por homens. Em Mato Grosso, ela também se destaca por ser uma das poucas mulheres a desenvolver jogos virtuais.
O jogo foi feito no Unreal Engine 4. Trata-se de um programa bem conhecido por ser desenvolvido no Mortal Kombat 11, Batman: Arkham City e Fortnite. “O estilo da arte do Pantazil é 2D, sendo bem raro ter jogos feitos no Unreal Engine com essa dimensão”, comenta Kellen.
“No meu projeto eu mexi da programação, criação e arte do jogo, desde o zero até ser finalizado. Muita gente fala que é difícil ver mulheres mexendo com programação na área de informática. Que muitas ficam mais na área de pesquisa. Mato Grosso não chegou ainda no mercado de jogos. Aqui ainda é muita novidade, tanto empresas desenvolvendo jogos quanto mulheres atuando nesse mercado”, destacou Kellen.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.
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