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Jogo entre Cuiabá e Operário marcará inauguração do Dutrinha, avisa Emanuel Pinheiro

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Interditado há 6 anos, o estádio Eurico Gaspar Dutra, o “Dutrinha”, deve ser inaugurado no dia 5 de Fevereiro na partida entre Operário e Cuiabá durante o Campeonato Mato-grossense. A inauguração foi anunciada pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) durante live realizada nesta terça-feira (25). 

Pinheiro afirmou que mais novidades sobre a inauguração do estádio serão informadas nos próximos dias. O Dutrinha foi inaugurado pela primeira no dia 31 de janeiro de 1952. O estado estava fechado para reformas há 6 anos. Na próxima segunda-feira, o estádio vai completar 70 anos de inauguração. O Dutrinha foi o principal palco do futebol do estado até 1976, quando o estádio “Verdão” foi inaugurado. 

“O Dutrinha vai abrir as portas neste clássico do futebol mato-grossense, Operário e Cuiabá vão jogar no estádio e em breve nós vamos lançar toda agenda das comemorações da inauguração do estádio”, afirmou Emanuel. 

Em junho Emanuel chegou a realizar uma vistoria no estádio e afirmou que a expectativa de inauguração seria em agosto. Na época, as obras estavam em fase final, mas uma série de detalhes comprometeram o andamento da reforma, que acabou sendo finalizada no começo deste ano. 

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A reforma do estádio foi a maior obra realizada na estrutura do Dutrinha desde sua construção. O investimento de cerca de R$ 2 milhões foi aplicado pela gestão e é coordenado pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, em parceria com Secretaria de Obras e Serviços Urbanos.

 “Na próxima semana o Dutrinha completa 70 anos e nós teremos uma vasta e linda programação como ele merece. Dia 31 abre o calendário de programação da semana do aniversário do Dutrinha e,  sábado dia 5, teremos a cereja do bolo e o templo do futebol Cuiabano sediará a disputa do campeonato Estadual entre Operário e Cuiabá”, declarou o prefeito.

A reforma teve início em fevereiro de 2019 e foi dividida em três etapas, sendo a primeira, orçada em R$ 450 mil, a de readequação do espaço para atender as medidas de segurança e acessibilidade. A segunda etapa, orçada em R$ 600 mil, foi a mudança de posicionamento dos postes de iluminação e a troca do gramado. Já a terceira, foi a construção do novo muro e modernização dos vestiários, que teve investimento de R$ 500 mil. Neste momento, alguns reparos finais estão sendo realizados para a entrega da obra.

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O templo do futebol mato-grossense ainda vai reverenciar atletas que marcaram a trajetória do futebol cuiabano com bustos em tamanho real. São eles: Fulepa, Fernando Ferreira Leite (Goleiro do Mixto), Avião, Albino Gonçalves dos Santos (zagueiro do Dom Bosco), e Bife, José da Silva Oliveira (centro avante do Operário de Várzea Grande).        

O Estádio Presidente Dutra pertencente à Prefeitura de Cuiabá desde julho de 2011 e foi declarado “Tombado como Patrimônio Histórico de Cuiabá-MT”, pela Lei Municipal 2.761 de 25/05/1990, de autoria do, à época, vereador Emanuel Pinheiro.  Entre 2010 e 2014 foi o principal estádio de Mato Grosso devido a demolição do Estádio Verdão para dar lugar a atual Arena Pantanal. No ano passado, o estádio chegou ser cedido, temporariamente, à Confederação Sul-Americana de Futebol e foi utilizado como centro de treinamento das seleções que participaram da Copa América.

FONTE/ REPOST: LÁZARO THOR BORGES – OLHAR DIRETO 

 

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Custos de produção e rentabilidade preocupam suinocultores de Mato Grosso, apontam especialistas

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Apesar do crescimento da produção e dos recordes nas exportações brasileiras de carne suína, a rentabilidade dos produtores de Mato Grosso vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A combinação entre preços em queda, custos de produção ainda elevados e dificuldades para ampliar o consumo interno foi um dos principais temas debatidos durante o 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).

Durante o evento, o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer, apresentou um panorama atualizado da cadeia produtiva e destacou que o Estado segue ampliando seu rebanho e sua produção. Entretanto, esse crescimento não tem se refletido na renda do produtor.

Segundo ele, após a virada do ano, os preços pagos pelo quilo do suíno apresentaram forte retração, reduzindo significativamente a margem da atividade. “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor. Hoje estamos observando alguns dos menores resultados econômicos da série histórica da suinocultura em Mato Grosso”, afirmou.

Gauer explicou que a situação é ainda mais preocupante para produtores que possuem financiamentos e investimentos em andamento, já que a redução da rentabilidade compromete a capacidade de cumprir esses compromissos. Outro ponto destacado foi o comportamento das exportações. Embora o Brasil registre embarques recordes de carne suína, esse desempenho ainda não é suficiente para equilibrar o mercado interno.

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“Quando analisamos Mato Grosso, apenas cerca de 15% da produção é destinada à exportação. Ou seja, a maior parte permanece no mercado interno, o que limita o impacto positivo das vendas externas sobre os preços recebidos pelos produtores”, explicou.

Gestão eficiente será decisiva

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins, reforçou que o cenário exige dos produtores uma gestão ainda mais eficiente das granjas. Durante sua palestra sobre custos de produção e perspectivas para 2027, ele apresentou a metodologia utilizada pela Embrapa para calcular os custos de produção em seis estados brasileiros, entre eles Mato Grosso, disponibilizando informações que servem de referência para produtores.

Segundo o pesquisador, embora o Brasil viva um excelente momento nas exportações, esse avanço não foi suficiente para garantir margens satisfatórias aos produtores. “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção. Isso exige que o produtor olhe cada vez mais para dentro da propriedade, buscando eficiência, redução de desperdícios e melhoria da gestão”, destacou.

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Para Martins, além do trabalho realizado dentro das granjas, será fundamental que toda a cadeia continue investindo em ações de estímulo ao consumo da carne suína. “A ampliação da demanda é um caminho importante para que, no médio prazo, o setor consiga recuperar melhores níveis de rentabilidade”, afirmou.

Além da economia, o pesquisador também abordou a importância da biosseguridade como fator estratégico para manter a competitividade da suinocultura brasileira, tema que também ganhou destaque durante o simpósio.

Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a discussão sobre custos de produção, mercado e rentabilidade tornou-se indispensável diante do atual cenário da atividade. “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas. Por isso, a Acrismat fez questão de reunir especialistas que apresentassem um diagnóstico econômico do setor e apontassem caminhos para que o produtor possa tomar decisões mais seguras. Conhecimento é uma ferramenta essencial para manter a atividade competitiva”, afirmou.

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