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Jovem é preso em flagrante pela Polícia Civil por tentativa de homicídio e tráfico

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Investigadores da Delegacia de Juína prenderam em flagrante, nesta sexta-feira (21.06), um suspeito de uma tentativa de homicídio e apreenderam a motocicleta utilizada no crime. Com o jovem de 18 anos, os policiais civis também flagraram diversas porções de entorpecentes

Desde o registro da tentativa de homicídio, ocorrida na quarta-feira, a equipe de investigação estava em diligências para prender os suspeitos do crime, identificados como dois jovens que têm possíveis ligações com uma organização criminosa.

Na quinta-feira, os policiais apuraram que o local onde o suspeito de 18 anos escondeu a motocicleta Honda XLR vermelha utilizada durante o crime. O veículo foi encontrado em uma casa de madeira no bairro Padre Duílio.

Na continuidade das diligências investigativas, na sexta-feira, a equipe policial localizou a residência onde o suspeito estava se escondendo e, diante de indícios de quem ele também tem envolvimento com o tráfico de drogas, foi realizada a abordagem. Ele ainda tentou correr, mas foi contido.

Em entrevista, o suspeito admitiu que pilotou a motocicleta e que outra pessoa fez os disparos contra a vítima de 43 anos. Questionado sobre o motivo do homicídio, ele disse que a vítima estaria vendendo entorpecente sem autorização de uma facção criminosa.

Na residência do suspeito foram apreendidas porções de maconha, cocaína e pasta base, prontas para a venda e, dentro de uma lixeira, estavam as roupas usadas por ele no dia do homicídio.

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O suspeito e os materiais e o veículo foram encaminhados à Delegacia de Juína. O jovem foi autuado e preso em flagrante pelos crimes de homicídio tentado e tráfico de drogas.

Fonte: Governo MT – MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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