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Juarez diz que Abilio precisa “mudar o tom” para ser deputado federal

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O deputado federal Juarez Costa (MDB), afirmou em entrevista ao  nessa quinta-feira (24.03), que o deputado Abilio Brunini (PL) precisa mudar a atitude dentro do Congresso Nacional, na Câmara dos Deputado. Juarez conta que brigas do Estado de Mato Grosso precisam ser mantidas no Estado.

Conforme o parlamentar, Abilio precisa “mudar o tom”, e melhorar a atitude de deputado federal. Ele afirma que a briga com o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), precisa ficar em Cuiabá, porque levar para Brasília, acaba expondo o Estado de forma negativa.

“O Abílio ainda precisa mudar muito, mudar o tom. Não está tendo atitude de deputado. Acho que tem que discutir os projetos para o Estado de Mato Grosso, e não essa briga que ele tem com o Emanuel. Isso tem que deixar para ser decido aqui no Estado, lá não é o lugar, fico triste de ver isso, porque expõe também o nosso Estado”, explicou.

Juarez disse que criticar o prefeito na tribuna da Câmara Federal, principalmente a questões relacionadas as eleições de 2024, é desnecessário. E ainda menciona que ele (Abilio) não está preocupado com a sociedade, e sim com as eleições. O parlamentar afirma que as cadeiras do Congresso devem ser usadas para discutir boas políticas públicas para o país e para Mato Grosso, e não para brigar.

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“Ficar criticando o prefeito em tribuna do Congresso Nacional por uma briga que vai acontecer no próximo ano é desnecessário. Não está preocupado em defender a sociedade, e sim com as eleições que ainda virão. Nas cadeiras do Congresso, devemos discutir para trazer soluções para o país e para o Estado de Mato Grosso. Estão levando as eleições da Capital para o Congresso, e esse não é o caminho correto”, contou.

Ele ainda cita que debatem muito sobre a Saúde de Cuiabá, mas é preciso entender que o município atende a população de todo o Estado. Ele afirma que como deputado, e ex-vereador da Capital, é necessário estudar os recursos e investimentos aplicados para depois criticar.

“Eu vejo muito esse debate sobre a saúde, mas Cuiabá recebe o Estado inteiro. Então, se fosse para tratar só do povo cuiabano, o município proporcionaria uma saúde de qualidade do nível do Canadá. Nós temos que atender 141 municípios com recurso da Prefeitura de Cuiabá, então é difícil. Criticar é fácil, mas quem está como deputado federal, como vereador da Capital, tem que conhecer a realidade, e ver quantos que o município está gastando”, finalizou.

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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