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Junho registra alta no volume de vendas e queda de receita no comércio mato-grossense

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A mais recente Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do mês de junho, divulgada nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisada pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), mostra que Mato Grosso avançou 1,5% no volume de vendas do comércio varejista sobre o mês anterior, no entanto, a pesquisa mostra recuo de 0,6% na receita. Ainda assim, os dados estaduais revelam uma situação melhor no acumulado de 2023 e na variação dos últimos 12 meses.

A variação no acumulado do ano, em relação ao mesmo período do ano passado, apresentou aumento tanto na receita nominal de vendas, de 4,4%, quanto no volume de vendas, de 5,5%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, ambos os indicadores apresentam um valor positivo, com a receita nominal crescendo 9,9% e o volume de vendas do comércio 7,4%.

O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, explica as diferenças observadas na variação negativa de receita e positiva de vendas para o comércio neste mês. “Essa diferença pode ser explicada pela sazonalidade e, em maior grau, pelo impacto inflacionário, que demonstrou queda no acumulado anual e no atual momento. Com isso, a atual conjuntura econômica favorece o aumento no consumo e isso acaba por gerar uma menor movimentação financeira, ou seja, de renda no setor do comércio”.

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No que se refere ao comércio varejista ampliado – o índice que passa a considerar os setores de material de construção, veículos, motocicletas e peças -, em junho, Mato Grosso registrou um crescimento de 1,2% na receita nominal ante ao mês de maio e de 2,9% no volume de vendas. Já no comparativo anual, as receitas nominais apresentaram avanço de 5,8% em relação ao mesmo período de 2022, com o volume de vendas variando positivamente em 6,8%.

O presidente da federação reforça que “Mato Grosso demonstra um ambiente positivo para a disponibilidade de crédito, o que auxilia no aquecimento do consumo e tende a aumentar as vendas do comércio e, inclusive, de serviços, fator que pode gerar impacto no índice verificado também pelo IBGE”.

No cenário nacional, a receita nominal de vendas do comércio varejista cresceu 0,5%, no comparativo com maio e o volume de vendas se mantém estável. Quanto à variação entre junho de 2022 e de 2023, o volume de vendas mostrou um avanço de 1,3% e a receita nominal obteve uma alta de 0,6% no período.

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Em relação ao comércio varejista ampliado, o país apresenta um avanço de 1,2% no volume de vendas, e de 1,0% na receita nominal. Movimento atrelado ao setor atacadista de alimentos, visto que o ramo tem influenciado no crescimento do indicador neste semestre, segundo análise do IBGE.

O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos

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Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.

Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.

Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.

“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.

Os erros financeiros mais comuns entre casais

Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.

Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.

Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.

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Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.

“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.

Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos

Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.

“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.

Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.

Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:

Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.

“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.

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Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor

Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?

De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”

Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.

Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.

Construindo o futuro juntos

Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.

Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.

“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.

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