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Justiça autoriza empréstimo a empresa em recuperação judicial

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A Justiça em Primavera do Leste autorizou o Grupo Itaquerê, que entrou com pedido de recuperação judicial em 2019 com dívidas de R$ 480 milhões, autorizou que o grupo obtenha empréstimo via na modalidade DIP (sigla em inglês para Debtor-In-Possession). O grupo, que teve seu plano de recuperação judicial homologado em outubro do ano passado, alegou que o valor tem o objetivo de viabilizar o cumprimento das obrigações decorrentes do plano de recuperação judicial e o desenvolvimento de suas atividades.

De acordo com a decisão da juíza da 2ª Vara Cível de Primavera do Leste, Patrícia Cristiane Moreira, além da operação estar garantida pela alienação fiduciária de bem pertencente ao ativo não circulante, um imóvel rural matriculado localizado no município de Água Boa, houve parecer favorável da administradora judicial responsável por acompanhar o plano recuperacional e do Ministério Público.

“O Superior Tribunal de Justiça já reconheceu a importância dessa espécie de financiamento para o soerguimento empresarial, ressaltando que ‘o financiamento da sociedade em recuperação judicial é tão vital para o sucesso do fortalecimento da atividade produtiva que concebeu modalidades específicas de financiamento dos recuperandos, como o no Direito Pátrio os institutos do DIP”, diz trecho da decisão.

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O advogado especialista em recuperação judicial e responsável pelo processo do Grupo Itaquerê, Allison Giuliano Franco e Sousa reforça que nesse tipo de financiamento, que foi inserido na legislação brasileira em 2020, os créditos são extraconcursais.

“Isso mostra que o mercado se encontra aberto para esse sistema de financiamento, principalmente em processos exitosos como no caso do Grupo Itaquerê, que conseguiu via Termo de Adesão Coletivo Majoritário (TACOM), a aprovação do seu plano, e dá credibilidade ao grupo para continuar suas atividades e expandir seus negócios. A autorização também derruba o discurso de que a recuperação judicial inviabiliza o crédito, uma vez que bem-sucedida o mercado volta a investir na empresa que conseguiu honrar seus compromissos”, ponderou Sousa.

O Grupo Itaquerê, sediado em Primavera do Leste (distante 244 km de Cuiabá) atua em Mato Grosso há mais de 35 anos. O Grupo entrou com o pedido de recuperação judicial no dia 21 de março de 2019, com passivo de R$ 482 milhões.

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Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios

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A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.

A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.

Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.

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No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.

A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.

Barreiras

Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.

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Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.

Sobre a pesquisa

O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.

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