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Linhas de crédito da Desenvolve MT contribuem para a expansão de micro e pequenas empresas

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Neste dia 05 de outubro, é comemorado o Dia Nacional das Micro e Pequenas Empresas, também conhecido como o Dia do Empreendedor. Data para celebrar mais de 357 mil empreendimentos, responsáveis pela geração de empregos formais de Mato Grosso.

Dados do Sebrae/MT, divulgados em setembro deste ano, apontam que dos 89,26% do total de empresas ativas no estado, 202.379 são microempreendedores individuais (MEIs), 126.477 microempresas (ME) e 28.430 empresas de pequeno porte (EPP).

Os pequenos negócios movimentam a economia e são responsáveis por 55% do PIB mato-grossense, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados em 2019.

Como é o caso da pequena empresa Projeto K, criada pela empreendedora Kerli Ronsani, 37 anos, em Cuiabá. Quando começou, há sete anos, elaborava apenas projetos de arquitetura. Diante da necessidade de expandir o negócio, em 2018 a arquiteta começou a agregar projeto de móveis planejados para atender a demanda dos clientes. Hoje, em 80% dos projetos, os móveis são planejados.

Kerli conta com uma equipe de 16 pessoas, entre marceneiros, arquitetas e administrativo. Ela explica que, com o crédito da Desenvolve MT para capital de giro, comprou uma máquina de corte de precisão para MDF utilizado em sua pequena fábrica.

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“Optei pela contratação do financiamento ao comparar os valores, taxas de juros e condições”, explicou. Com a aquisição das máquinas, o faturamento do seu negócio dobrou em relação ao ano passado.

Desenvolve-MT – Eentre as contribuições, nos últimos quatro anos (entre 2019 e setembro de 2022), a Desenvolve MT liberou mais de R$ 50 milhões em concessão de crédito, atingindo 78% dos municípios, beneficiando microempreendedores, microempresas e empresas de pequeno porte mato-grossenses, incluindo a Capital.

Por meio do crédito, a Desenvolve MT apoia o empreendedorismo, fomenta a economia e fortalece os pequenos negócios contribuindo para geração de emprego e renda nos municípios.

“Boa parte das pessoas começa a empreender por necessidade. Neste sentido, a visão da agência é atender o empreendedor na tomada de crédito a juros acessíveis, que potencializa o pequeno negócio e promove o desenvolvimento social e regional”, esclarece o presidente da Desenvolve MT, Jair Marques.

Ele destaca ser possível avançar ainda mais na disponibilidade de concessão de crédito, acrescentando que a agência tem incentivado os pequenos negócios, proporcionando os menores juros e prazos ofertados no mercado, buscando a simplificação da documentação exigida e das garantias. Além de outros incentivos, como facilidade de crédito para empresa recém-constituída e limpando o nome da empresa negativada. 

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O acesso ao crédito para os pequenos negócios é fundamental para viabilizar investimentos. Joicy Lima, 37 anos, e Nilson Freitas, 48 anos, do Ateliê do Açúcar, sabem bem disso. Eles solicitaram crédito pela primeira vez há nove anos, para aquisição do espaço onde hoje funciona o ateliê e para a compra de equipamentos.

Joicy começou a confeitar em casa, na cozinha de seu apartamento, por conta do aniversário da filha mais velha. Na época, se baseou em revistas e outras referências para a produção do bolo de pasta americana.

A empreendedora planejava ser arquiteta antes de se especializar em confeitaria artística. Hoje, emprega nove colaboradores diretos e quatro funcionários terceirizados.

Neste ano, solicitaram o segundo crédito para capital de giro da empresa. “Conseguimos de maneira mais prática do que seria em outras instituições financeiras, com garantia e taxas de juros mais acessíveis para manter o negócio e prosperar”, conta a empreendedora.

Fonte: GOV MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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