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Livro traz esperança a pacientes com dor crônica, estigmatizados por serem portadores de uma doença invisível

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Quanto mais a médica intervencionista em dor Amelie Falconi adentrava ao mundo da medicina da dor, mais interessava-se e sentia empatia por um universo de pacientes que trava uma luta diária contra uma doença invisível, a dor crônica. Na relação que passou a manter com estes pacientes, detectou que eles sofriam mais com as perdas desencadeadas pela dor do que com a própria dor. Menosprezados e desacreditados, até por profissionais de saúde, haja vista a doença nem sempre pode  ser detectada por nenhum exame, esses pacientes não raramente negligenciavam à própria condição, o que levava a um agravamento do quadro.

Para evitar o descaso e a piora das dores, dra. Amelie destaca que o primeiro passo dos portadores de dor crônica é praticar a aceitação. São várias questões que levam os portadores a não aceitar o diagnóstico da dor. De acordo com a médica, acolher o diagnóstico é imprescindível para que o portador da doença comece a mudar o que interfere na manutenção e ou/exacerbação da dor e assim reduza o impacto que ela causa na sua vida. A fim de levar esta mensagem e difundir seu método de tratamento da dor crônica, Dra. Amelie escreveu o livro “Existe vida além da dor”, publicado pela Editora Gente. “Este livro possibilitará que você tenha acesso a mim, e às minhas orientações, no lugar e na hora que você quiser”, diz a autora na introdução de sua obra.

Com o intuito de facilitar a compreensão por parte dos leitores de seu ensinamento sobre como é possível mitigar a dor crônica, a médica intervencionista em dor traz no primeiro capítulo informações gerais a respeito dessa doença invisível. Assim, dra. Amelie comenta como a dor acomete uma boa parte da população brasileira e mundial e que isso tem altos custos financeiros aos países. A médica destaca ainda o caráter subjetivo da dor. “Cada dor se manifesta de uma maneira totalmente diferente em pessoas diferentes. O mesmo tratamento apresenta resultados diferentes em pessoas diferentes. Isso mostra porque precisamos olhar para a pessoa, além da dor”, diz.

No segundo capítulo, dra. Amelie se aprofunda nas características dos portadores de dor crônica, tornando mais claro o preconceito de que são vítimas. A autora ressalta o caráter de invisibilidade da doença e como isso faz as pessoas ao redor do paciente acreditarem que ela é só um fruto da imaginação de seu portador. “Uma das maiores consequências da invisibilidade é a falta de empatia e de apoio. Isto dói tanto quanto a própria dor”, comenta. Segundo a médica, em decorrência dessa falta de solidariedade, os portadores da dor acabam por sofrer um silenciamento.

“A dor crônica é uma prisão”, afirma dra. Amelie. Mas é perfeitamente possível sair e  viver fora dela, desde que o paciente entenda que a dor é uma doença que não se resolve somente com medicações. Mergulhando fundo naquilo que já havia sido mencionado na introdução do livro, a médica intervencionista em dor aborda no terceiro capítulo a zona do desconforto: a tendência do ser humano em se acomodar em situações não muito favoráveis ou desconfortáveis, sendo a dor crônica uma delas. Neste capítulo, a médica debate ainda uma questão que considera polêmica: os ganhos secundários trazidos pela dor, que fazem com que muitas pessoas se boicotem na procura pelo tratamento.

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O quarto capítulo mostra como a dor nunca vem sozinha. Ela está interligada ao sono e à saúde mental. Assim, de acordo com a médica, o tratamento da dor crônica deve estar integrado aos dos distúrbios de sono e mental. Trata-se de uma tríade que, por sua vez, pode ser afetada através de modificações no estilo de vida. “Fazendo isso, o portador de dor crônica ganha outro prêmio: aumento da expectativa de vida com qualidade”, diz. Ainda neste capítulo, a autora comenta sobre como é fundamental que o portador da dor crônica faça uma lista de desejos que almeja concretizar quando mitigar sua dor. Esta lista, segundo dra. Amelie, serve como combustível para não desistir do tratamento.

Assim como ter e manter metas é importante para não abandonar o processo terapêutico da dor crônica, também o é inteirar-se da melhor maneira possível acerca da doença. No quinto capítulo, a médica destaca alguns pontos estratégicos que quem sofre com a dor deve saber a respeito do mal que o acomete. Ela comenta sobre como a dor crônica não significa dor intratável e como o portador da doença precisa tomar cuidado com promessas de cura milagrosa. “O tratamento da dor crônica envolve dedicação, persistência e mudança de hábitos”, enfatiza.

No capítulo seis, dra. Amelie sugere ao leitor um ponto de partida para a sua jornada em direção ao tratamento da dor. Segundo ela, ele precisa antes de tudo, “cuidar do solo para que a semente germine”. E como é possível cuidar deste solo, ou melhor, como é possível que o portador da doença crônica se prepare para assimilar o tratamento e não desistir dele? Através de medidas de autocuidado, na qual estão incluídas melhorar a autoestima, ter uma rede de apoio social e aproveitar o tempo livre com atividades que dão prazer.

O valor do descanso é o tema do sétimo capítulo do livro. “Os descansos físico, emocional e mental são necessários para cuidar das dores”, diz dra. Amelie. Segundo ela, um portador de doença crônica tem uma quantidade limitada de energia para despender durante o dia, assim necessita entremear seus afazeres com pausas curtas em sua rotina diária ou mais longas, nos feriados e fins de semana e férias, para descansar e relaxar. Conforme a médica, cuidar do sono é prática fundamental, para um bom descanso e consequentemente para controlar a dor. “Contudo, prescrição de sono não deve ser confundida com prescrição de remédio para dormir”, alerta. Para dra. Amelie, a higiene do sono deve ser priorizada.

O oitavo capítulo é dedicado à alimentação, pois ela também interfere na dor. “Existem diversas pesquisas em andamento que demonstram o papel dos alimentos, tanto nocivo quanto protetor, como um dos pilares de tratamento das dores crônicas”, declara a médica. Para tanto, destaca dra. Amelie, o portador de dor crônica deve evitar comer alimentos industrializados, processados e ultraprocessados e priorizar uma dieta mediterrânea, rica em frutas, vegetais, leguminosas, ovos, carnes brancas e grelhadas. Pois assim, evita-se a inflamação crônica, uma condição que gera dor crônica. Consumir bastante água também é um hábito recomendado pela médica.

A saúde mental e sua relação com a dor é assunto do nono capítulo. Dra. Amelie explica como o fato de sempre sentir dor fornece ao portador da doença um viés catastrofista, que muitas vezes inviabiliza o tratamento. Assim o paciente deve cuidar de seus pensamentos para não se deixar dominar pela dor. Uma boa maneira de fazer isso, segundo a autora, é ser seletivo no conteúdo consumido em redes sociais. A médica ressalta ainda a importância de contar com acompanhamento de profissionais especializados em saúde mental.

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A prática de exercícios físicos também é essencial  e um ponto-chave para o controle da dor e este é o tema do décimo capítulo. A autora explica como é natural que o paciente acredite que movimentar-se irá piorar a dor, mas mostra que este medo irracional só leva à inatividade, esta sim a verdadeira responsável pelo agravamento da dor e tanto pelo espalhamento dela como pela limitação de movimentos. Nesse sentido, dra. Amelie recomenda que o portador de dor física se movimente de maneira gradativa e orientada por um  fisioterapeuta e/ou educador físico.

No capítulo 11, a médica intervencionista em dor enfatiza a relevância do planejamento para que o paciente escolha o melhor tratamento a seguir e da motivação para que não desista nas primeiras dificuldades. Assim, de acordo com ela, a resiliência também é imprescindível. O capítulo também é dedicado à autorreflexão. “O seu modelo de mundo está causando alguma resistência na quebra de padrões que aliviam as suas dores? Ele está tornando você o seu diagnóstico? Aprenda a se escutar”, aconselha.

Por fim, no último capítulo da obra, dra. Amelie transmite uma mensagem de incentivo aos leitores, afirmando que é possível manter uma vida plena, apesar da dor crônica. Para isso, duas atitudes são essenciais ao paciente: primeiro, inteirar-se sobre a doença invisível que o acomete, sobre suas consequências, tratamentos e repercussões do estilo de vida nela; segundo, assumir o protagonismo em sua própria história de vida, entendendo que o cenário principal de sua jornada está fora do consultório, através da adoção de hábitos saudáveis. “Meu objetivo é mostrar que existe vida além da sua dor e que, ao retomar o controle da sua vida, por meio da incorporação de novos hábitos, você também ganhará saúde. Você terá mais vida e menos dores com um estilo de vida mais saudável”, conclui.

 

Sobre a Dra. Amelie Falconi

  • Especialização em Medicina da Dor pela Santa Casa da Misericórdia de São Paulo
  • Título de Especialista em Dor pela AMB (Associação Médico Brasileira)
  • Fellow Of International Pain Practice (FIPP) pelo World Institute of Pain (WIP)
  • Fellowship de Intervenção em Dor – Clínica Aliviar / sinpain Rio de Janeiro
  • Pós-graduação em Medicina Intervencionista da Dor Guiada Por Ultrassonografia – sinpain
  • Pós-graduação em Anestesia Regional – Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês
  • Especialização em Anestesiologia MEC / SBA
  • Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF
  • Ministra aulas na pós-graduação de medicina intervencionista do Hospital Albert Einstein
  • Ministra aulas na pós-graduação de medicina intervencionista da Sinpain.

Ficha Técnica

Livro: Existe Vida Além da Dor

Subtítulo: Descubra o caminho para uma vida com mais saúde e menos dor

Autora: Amelie Falconi

ISBN: 9786588523674

Formato: 16×23 cm

Páginas: 192

Preço de capa: R$ 59,90

Preço e-book: R$ 41,90

Selo: Gente Autoridade

Gênero: Desenvolvimento pessoal

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A Casa do Parque transforma Caravaggio em experiência imersiva

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Em tempos de consumo acelerado da imagem e de experiências culturais cada vez mais superficiais, um projeto criado em Cuiabá propõe o caminho inverso: desacelerar o olhar. No próximo dia 21 de maio às 20h, A Casa do Parque estreia O Banquete, encontro concebido para transformar a história da arte em experiência sensorial, intelectual e afetiva.

Fruto de uma parceria entre Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque e o professor de história da arte Rafael Branco, o encontro nasce com uma ambição rara no circuito cultural contemporâneo: formar público sem didatismo, aproximando grandes obras da arte universal de uma vivência estética real, atravessada por narrativa, música, vinho e atmosfera.

A primeira edição mergulha na obra de Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571–1610), artista que revolucionou a pintura barroca ao aproximar o divino da carne, da sombra e do drama humano. Sua obra, marcada pelo contraste radical entre luz e escuridão, violência e beleza, segue contemporânea justamente por recusar idealizações.

“Mais do que falar sobre arte, queremos criar uma travessia pela obra. A Casa do Parque sempre acreditou que cultura também pode ser experiência viva, sensorial e emocional”, afirma Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque. “O Banquete nasce desse desejo de aproximar as pessoas da arte de uma forma menos acadêmica e mais humana, sem perder profundidade.”

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Ao longo da noite, Rafael Branco conduz o público por imagens, contextos históricos e interpretações que ajudam a compreender não apenas a técnica de Caravaggio, mas o impacto filosófico e simbólico de sua obra sobre o imaginário ocidental.

Mas a proposta evita o formato tradicional de palestra. Em vez disso, o público é convidado a ocupar uma experiência cuidadosamente construída para provocar percepção, escuta e contemplação.

A atmosfera da noite entre vinho, música e projeções dialoga diretamente com a ideia do banquete como ritual de encontro e partilha intelectual.

“Construímos uma noite para aproximar a história da arte do público, através de uma experiência sensorial mais ampla, em que imagem, som, sabor e cena são costuradas em uma mesma narrativa sobre universo de Caravaggio. Para além de apresentar sua obra, a proposta é criar uma vivência imersiva e inédita na cidade de Cuiabá, a partir de um dos grandes nomes do barroco italiano.”, observa Rafael Branco.

Com O Banquete, A Casa do Parque reforça um movimento que vem consolidando em Cuiabá: o de criar experiências culturais autorais, sofisticadas e voltadas à formação de público.

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Nessa noite apenas o bar da Casa estará em funcionamento, não havendo serviço gastronômico.

Serviço:
O BANQUETE
21 de maio, às 20h
A Casa do Parque
Ingresso social: R$ 150 + 1 litro de leite longa vida
Informações e ingressos: 98116-8083
Lugares limitados.

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