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“Manutenção do Fethab é fundamental para continuar as obras de infraestrutura e garantir competitividade”, defende governador

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O governador Mauro Mendes defendeu a importância de ser mantida a autorização, no texto da reforma tributária, para recolhimento do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab) em Mato Grosso.

Em entrevista ao canal Agromais, na noite desta quinta-feira (20.07), Mauro reforçou que o fundo é imprescindível para a manutenção das centenas de obras em infraestrutura, que tem beneficiado os produtores em todas as regiões do estado, com investimentos na ordem de R$ 3 bilhões ao ano.

“Esse recurso é fundamental para que nós possamos fazer grandes investimentos para melhorar a infraestrutura e permitir mais competitividade para o agronegócio mato-grossense, que é o mais importante player do agro brasileiro”, relatou.

O governador explicou que esse fundo não se trata de uma nova cobrança, e sim de um modelo existente há mais de 20 anos em Mato Grosso, e que também é praticado em outros três estados competitivos no agro: Goiás, Mato Grosso do Sul e Pará.

“O fundo é pago pelos produtores para investir em infraestrutura na zona rural, para construir estradas, pontes e melhorar a logística. Então articulamos para incluir no texto da Câmara a permissão para que essa contribuição possa continuar existindo nos próximos 20 anos, até 2043”, registrou.

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Mauro adiantou que irá articular para que esse benefício seja mantido durante a análise do texto pelo Senado, além de outras mudanças importantes para manter a competitividade das pequenas indústrias e comércios das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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