MATO GROSSO
Mato Grosso assina Pacto Estadual de Inovação e cria inédita Governança do Ecossistema Inovador
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Documentos foram assinados em parceria com Sebrae-MT, em Cuiabá, durante o Hacking.
Mato Grosso é o primeiro Estado do Brasil a ter um pacto pela inovação e uma governança com objetivo de se transformar em referência nacional de ecossistema inovador. A novidade foi anunciada nesta quinta-feira (31) pelo secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Allan Kardec.
O Pacto Estadual pela Inovação é um documento assinado por instituições, inclusive a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, no sentido de reunir esforços e potencializar as ações do governo de Mato Grosso e ecossistema inovador. Já a criação da Governança Estadual se deu através da portaria 167/2024/SECITECI/MT, que regulamenta como deve ser apoiado o Pacto.
Segundo Allan, o Pacto e a Governança podem fazer de Mato Grosso protagonista na tecnologia, inovação e empreendedorismo. Isso porque o poder público, universidades, empresas e sociedade civil serão convidados a reunir esforços e criar ambiente que estimule ainda mais ideias transformadoras.
A Governança será responsável por apoiar o Pacto Estadual de Inovação, sendo um instrumento de mobilização das entidades que se comprometem com ações estratégicas para transformar Mato Grosso em referência em inovação no Brasil.
“Podemos ter agora um panorama do Estado inteiro sobre aquilo que nossas empresas podem render de empreendimentos, inovação e crescimento, mas teremos também um olhar para o Brasil e fora do país”, afirmou Allan.
A assinatura dos documentos ocorreu durante o Sebrae Hacking, realizado nesta quarta e quinta-feira (30 e 31.10), em Cuiabá, no Centro de Eventos do Pantanal. O diretor técnico do Sebrae em Mato Grosso, André Schelini, também assinou o Pacto e ressaltou a importância dos esforços da Seciteci e Governo do Estado. “Parabéns ao Governo, parabéns secretário Allan Kardec, ecossistema, prefeituras envolvidas e empreendedores que permitiram esse momento”, disse.
De acordo com a portaria 167/2024/SECITECI/MT, a Governança contará com um representante da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação; um representante do Parque Tecnológico de Mato Grosso; um representante do Sebrae de Mato Grosso; e quatro membros de 13 ecossistemas de inovação do Estado (Alta Floresta, Baixada Cuiabana, Barra do Garças, Cáceres, Diamantino, Tangará da Serra, Lucas do Rio Verde, Juína, Nova Mutum, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop e Sorriso).
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.