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Mato Grosso contribui com 62% do território preservado enquanto meta da COP15 é 30%

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O principal ponto levantado durante a COP 15 (15ª edição da Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica), realizada em Montreal, no Canadá, como medida para manter a biodiversidade do planeta, é que os estados subnacionais preservem e recomponham áreas. Em Mato Grosso, esta diretriz, que passa a ser uma exigência internacional, já é realidade, com 62% do território preservado e legislação ambiental mais restritiva do mundo, enquanto a meta acordada no evento é 30%. 

As tratativas do evento, acompanhadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), terminaram nesta segunda-feira (19), enquanto a participação presencial da comitiva mato-grossense ocorreu entre os dias 9 e 14 de dezembro de 2022.

“Mais uma vez, notamos que os dados de Mato Grosso são melhores do que de grande parte do mundo, ainda que nossos desafios sejam gigantes para proteção da biodiversidade. Enquanto debatemos como os países podem preservar e regenerar áreas, os imóveis rurais em MT possuem 80% de reserva legal em floresta e 35% em cerrado, sem contar as áreas de preservação permanente. Seguimos defendendo nossa agenda ambiental de produção com sustentabilidade”, afirma a titular da Sema/MT, Mauren Lazzaretti.

A participação na COP 15 possibilitou, ainda, destacar para representantes da China, parceira comercial de Mato Grosso, e do Global Environmental Institute (GEI) o papel do Estado na produção sustentável, com base na política ambiental conduzida pelo governador Mauro Mendes. 

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“Falei sobre o comércio sustentável de produtos florestais, agrícolas e pecuários, cooperação política e ações empresariais em toda a cadeia de abastecimento, destacando nossos programas estaduais, como o Carbono Neutro MT, que fomenta ações sustentáveis”, conta.  

A Sema também promoveu uma rodada de reuniões com a agência da norueguesa Norwegian Agency for Development Cooperation (NORAD), Fórum Global dos Governadores para Clima e Floresta (GCF Task Force) e  Development Bank of Latin America (CAF), para apresentar as ações do estado e tratar de parcerias técnicas e financeiras. 

Como presidente da Associação Brasileira de Entidades de Meio Ambiente (Abema), Lazzaretti aponta que esta foi a primeira participação da entidade na COP Biodiversidade, o que possibilitou que os estados pudessem ter uma agenda de negociações, que terá continuidade após o evento.

“Sem financiamento maciço, para restauração e preservação, não haverá uma mudança concreta. Atualmente não existe um fundo específico de biodiversidade para apoiar as boas iniciativas dos estados brasileiros. A pauta de perda da biodiversidade tem uma relação intrínseca com a do clima, mas aqui o papel dos estados binacionais tem um destaque diferenciado, que torna muito relevante a participação da Abema e dos estados brasileiros no evento”, avalia. 

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A comitiva de Mato Grosso, composta também pela secretária adjunta de Licenciamento Ambiental e Recurso Hídricos, Lilian dos Santos, e pela assessora de Assuntos Internacionais, Rita Chiletto, levou imagens de Mato Grosso, vistas com óculos de realidade virtual, aos participantes do evento. As imagens possibilitam uma imersão 360º nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal e são as mesmas apresentadas na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-27), no Egito.

COP Biodiversidade

A Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 15) discute medidas a serem adotadas para frear a redução das espécies no planeta. Representa a continuidade das discussões da COP27, considerando que as mudanças climáticas estão diretamente relacionadas à biodiversidade. A participação de Mato Grosso ocorreu entre os dias 9 e 14 de dezembro de 2022.

O evento mundial tem como tema central a Convenção sobre Diversidade Biológica, um acordo internacional ratificado por 196 países, incluindo o Brasil, sobre como as nações devem usar e proteger os recursos naturais do planeta.

Fonte: GOV MT

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Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação

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Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.

Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.

Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.

À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.

O ponto de inflexão ocorre em 2025.

O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.

A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.

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Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.

Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.

Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.

A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.

Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.

Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.

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O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.

Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.

Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.

Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.

Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.

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