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Mato Grosso participa da maior feira internacional de turismo da América Latina

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Durante quatro dias, Mato Grosso marcou presença na 26ª Feira Internacional de Turismo da América Latina, que recebeu mais de 100 mil visitantes, no La Rural, em Buenos Aires, Argentina, entre os dias 1º e 04 de outubro.  O evento reuniu 40 países expositores e 25 mil profissionais do setor turístico, entre operadores, membros de redes hoteleiras e agentes de viagem.

A oportunidade de participar da maior feira internacional da América Latina, cujo objetivo de ampliar as parcerias comerciais, solidificar o turismo mato-grossense e apresentar seus destinos no mercado argentino, é resultado da parceria entre a Secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), por meio da Secretaria Adjunta de Turismo (Seadtur), com a Embratur. Mato Grosso foi um dos 28 estados brasileiros selecionados para ser um dos coexpositores do “Estande Brazil”.   

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), César Miranda, destaca que a FIT América Latina é uma oportunidade de firmar e incentivar novas parcerias para o turismo mato-grossense.

“Levar Mato Grosso para uma feira internacional de turismo potencializa o setor no mercado latino. Assim, é possível colocar nossas potencialidades turísticas em evidência, trocar experiências, mostrar o que temos a oferecer e atrair um novo público para o nosso mercado turístico”, ressaltou. 

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Para o secretário Adjunto de Turismo, Jefferson Moreno, esta foi uma oportunidade para apresentar os destinos turísticos de Mato Grosso ao público internacional. “Temos destinos únicos e esta é uma oportunidade para firmar parcerias com profissionais do turismo internacional e ampliar nosso mercado para além das fronteiras brasileiras”. 

A posição geográfica do Brasil contribui para que a Argentina seja um mercado promissor de emissores de turistas para o turismo brasileiro.  A coordenadora de promoção do turismo de Mato Grosso da Seatur-MT, Simone de Lara, esteve na FIT e relata que a exposição de Mato Grosso foi satisfatória e abriu um leque de novas oportunidades de negócios para o setor. 

“Tivemos uma boa procura do destino Mato Grosso, fizemos bons contatos e estamos satisfeitos com o evento, principalmente porque esta é uma das estratégias de retomada do turismo nos pós pandemia. Divulgamos materiais promocionais do estado, como folders com dicas de atividades e destinos turísticos. Profissionais da América Latina poderão incluir Mato Grosso como opção de destino aos seus clientes. Esta é uma das estratégias para atrair o público argentino para visitar Mato Grosso, já que o país vizinho é principal emissor de turistas para o Brasil”, explica.

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(Com a supervisão da jornalista Greyce Lima)

Fonte: GOV MT

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Qualidade de vida ganha protagonismo e muda o perfil dos empreendimentos imobiliários

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Cinco anos depois da pandemia de Covid-19, as mudanças provocadas pelo período de isolamento social continuam influenciando a forma como as pessoas escolhem onde viver. Se antes a proximidade do trabalho e dos centros urbanos era um dos principais fatores na decisão de compra de um imóvel, hoje qualidade de vida, contato com a natureza, espaços amplos e bem-estar passaram a ocupar posição de destaque.

Essa mudança de comportamento tem sido percebida também pelo mercado imobiliário de Mato Grosso. Empreendimentos voltados ao conceito Home & Wellness, que privilegiam áreas verdes, lazer ao ar livre e ambientes que favorecem uma rotina mais equilibrada, vem despertando o interesse de famílias que buscam mais do que uma residência: procuram um novo estilo de vida.

Para o empresário do Grupo Tio Ico e sócio-investidor da Mangaba Urbanismo, Ricardo Gomes, esse movimento deixou de ser uma tendência para se tornar uma realidade consolidada.

“A pandemia fez as pessoas refletirem sobre o tempo que passam em casa e sobre a importância de viver em um ambiente que proporcione qualidade de vida. Hoje percebemos que o cliente valoriza muito mais espaços amplos, contato com a natureza, áreas para convivência e uma rotina menos acelerada. Não se trata apenas de comprar um terreno, mas de investir em um lugar onde seja possível viver melhor.”

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Segundo ele, essa transformação também mudou a forma de planejar os empreendimentos.

“O mercado passou a olhar para projetos que priorizam experiências. Áreas verdes, lagos, espaços de lazer, infraestrutura para atividades ao ar livre e maior privacidade deixaram de ser diferenciais para se tornarem atributos cada vez mais desejados por quem busca um novo endereço”.

Ricardo, que também atua no agronegócio como sócio do Grupo Tio Ico, ressalta que a mudança no comportamento dos consumidores reflete uma transformação que vai além do mercado imobiliário.

“Hoje percebemos que as pessoas estão investindo mais em qualidade de vida. O imóvel deixou de ser apenas um patrimônio e passou a representar bem-estar, segurança e um ambiente propício para a convivência da família. Essa é uma tendência que veio para ficar e que influencia diretamente os novos empreendimentos.”

Um exemplo desse novo conceito é o Cenário dos Lagos Home & Wellness, desenvolvido pela Mangaba Urbanismo em Cuiabá. O empreendimento, que contará com o maior lago privado em condomínio fechado, foi concebido para integrar natureza, bem-estar e qualidade de vida em um único espaço, refletindo uma demanda crescente por moradias que favoreçam o equilíbrio entre trabalho, família e lazer.

Muito além da arquitetura

A valorização de imóveis com maior integração à natureza também encontra respaldo na psicologia. Para a psicóloga Rayssa Martins, a pandemia alterou profundamente a relação das pessoas com a própria casa, que passou a exercer um papel muito mais amplo na rotina.

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“No cenário pós-pandemia, muitas pessoas passaram a perceber que a casa, o lar, deixou de ser apenas um ambiente de descanso, tornando-se também um espaço de trabalho e de convivência com a família e os amigos. Do ponto de vista da psicologia, o ambiente em que o indivíduo vive influencia diretamente o bem-estar emocional e, consequentemente, o bem-estar físico e até o comportamento das pessoas.”

Segundo ela, ambientes que favorecem o contato com a natureza e proporcionam espaços de convivência contribuem para uma rotina mais saudável.

“Locais que oferecem contato com a natureza, áreas de lazer, espaços de convivência e oportunidades para atividades ao ar livre podem favorecer a redução do estresse e da ansiedade, além de melhorar a qualidade do sono e incentivar hábitos de vida mais saudáveis. Embora a saúde mental seja resultado de diversos fatores, e não apenas do ambiente, ele pode atuar como um importante elemento de promoção da saúde mental e da qualidade de vida.”

Para a especialista, esse novo olhar ajuda a explicar por que tantas famílias passaram a priorizar empreendimentos que oferecem uma experiência de moradia mais conectada ao bem-estar, tendência que segue influenciando o mercado imobiliário mesmo anos após o período mais crítico da pandemia

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