MATO GROSSO
Mato Grosso passa a contar com programa de proteção às vítimas e testemunhas de crimes
MATO GROSSO
Com um investimento inicial de, aproximadamente, R$ 8 milhões, sendo cerca de R$ 5,5 milhões pelo Governo de Mato Grosso e R$ 2,5 milhões pelo Governo Federal, o Provita atenderá 40 pessoas durante três anos, podendo ter este quantitativo aumentado se for verificada a necessidade.
A cerimônia de assinatura da implantação do Provita ocorreu no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), em Cuiabá, e contou com a presença de autoridades e representantes de vários setores ligados à segurança pública e direitos humanos.
A secretária da Setasc, Grasi Bugalho, comentou o fato de o Provita estar sob a tutela da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania.
“Muitas pessoas perguntam por quê a Assistência Social? É importante lembrar da transversalidade das políticas públicas. O ser humano é um só, então ele tem que ser acolhido na prática, na hora da entrega da política pública por todas as secretarias. A gente não divide as pessoas, a gente divide o estudo, a política, mas na entrega, a pessoa é uma só. Todas essas políticas têm que estar juntas para a promoção ou para a proteção dos direitos humanos”, ressaltou.![]()
Grasi disse que, ao pensar no Provita, é preciso lembrar que as pessoas que farão parte dele são vítimas e testemunhas, e não autoras do crime, mas são elas que sofrem o primeiro impacto do processo judicial, que pode durar muito tempo.
“Sabemos o quanto o processo é doloroso, com desgaste emocional muito grande, e essas pessoas precisam ser acolhidas e tratadas de forma diferente. Por parte do Governo do Estado, da Setasc, todo trabalho e empenho para o desenvolvimento e execução do Provita serão feitos. Teremos um carinho especial, pois sabemos que da teoria à prática do Provita tem uma distância muito grande. Não é apenas acolher pessoas, tem todo um processo de prestação de contas, de acompanhamento e de monitoramento que é muito diferente do usual nos outros programas socioassistenciais. É como se fosse exilado dentro do próprio país”, completou.
Para o promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa das Vítimas, Testemunhas e Colaboradores (CAO – Vítimas), o Provita será uma ampliação da defesa dos direitos humanos em Mato Grosso.
“É um grande ganho, é uma sensibilidade do Governo de Mato Grosso, no cumprimento de uma orientação que tem ganhado cada vez mais espaço no âmbito nacional. Sabemos que, efetivamente, a proteção de vítimas e testemunhas se enquadra dentro de um plano de ampliação dos direitos humanos, de forma que teremos mais uma ferramenta, que além de servir para a idonizagem da produção das provas dos processos criminais, também servirá para que nós tenhamos a condição de oferecer um ambiente mais tranquilo para as pessoas que venham a ser vítimas de crimes violentos ou testemunhas”, disse.
A presidente do Instituto de Arte e Cidadania do Ceará, entidade responsável pela execução do projeto naquele Estado, Monalice Araújo Batista, explicou que o papel do Provita não é apenas manter a pessoa viva, mas com um bom viver.
“Muitas vezes a pessoa precisa abrir mão da vida que tinha, no lugar onde ela vivia. Ganha outro nome, muda de estado, tem que se afastar dos seus familiares e passam a ter uma nova vida, iniciando um processo onde tudo é novo, um processo doloroso. A pessoa atendida pelo programa passa a ter acesso a equipe multidisciplinar, com psicólogos e outros profissionais para acompanhar a construção de uma nova vida”, relata a presidente do Instituto de Arte e Cidadania do Ceará, que atua desde 1989 na proteção e fiscalização na violação dos direitos humanos.![]()
O Termo de Colaboração para implantação do Provita foi assinado pela secretária da Setasc, Grasi Bugalho; pelos promotores de Justiça Vinícius Gahyva Martins e Henrique Schneider Neto, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos, Diversidade e Segurança Alimentar (CAO Direitos Humanos); pelo defensor público da União, Renan Souto Maior, defensor público da União e pela presidente do IAC/Ceará, Monalice Araújo Batista.
O evento também contou com a participação de servidores da Setasc, do MPMT e de organizações de defesa dos direitos humanos, além do procurador de Justiça Alexandre de Mattos Guedes, da promotora de Justiça Elisamara Vodonós Portela, do Núcleo da Violência Doméstica, e do promotor de Justiça Francisco Gomes de Souza Júnior, do Gaeco.
Provita
Amparado pela Lei Federal nº 9.807/1999, que estabelece normas para a organização e a manutenção de programas especiais de proteção a vítimas e testemunhas ameaçadas, o Provita está regulamentado pelo Decreto nº 1.266 de 25 de janeiro de 2022, e visa garantir a integridade física e psicológica, com assistência psicossocial e jurídica para vítimas, testemunhas e familiares que se encontrem sob ameaça em virtude de colaboração com investigações ou processos criminais, ou que tenham presenciado crimes e estejam sob coação ou exposição a graves ameaças e necessitem de proteção a fim de resguardar a vida e de seus familiares.
O Programa já existe em outros sete estados, por meio dos quais foi possível identificar o perfil médio de pessoas atendidas: em linhas gerais, são quem possui importantes informações a serem utilizadas na desarticulação de esquemas criminosos e na responsabilização de acusados envolvidos em facções e organizações criminosas, e em crimes por disputa de terras.
Em Mato Grosso o Provita está sob responsabilidade da Setasc, que criou, dentro da Secretaria Adjunta de Direitos Humanos, o Núcleo Estadual dos Programas de Proteção (NEPP), que coordena em parceria com o conselho deliberativo as ações para a efetivação do programa.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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