Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Mato Grosso tem aumento de 660% nas autuações ambientais com apoio de imagens de satélite de alta resolução

Publicados

MATO GROSSO

As ações de combate ao desmatamento ilegal com uso de imagens de satélite de alta resolução, promovidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT), foram destaque no Encontro Nacional de Usuários Rede Mais – Meio Ambiente Integrado e Seguro. O evento foi promovido nesta quarta-feira e quinta-feira (12 e 13.06), em Brasília.

No encontro, a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, ressaltou os resultados expressivos do Estado, com o aumento de 660% das autuações por desmate ilegal e outros crimes ambientais de forma remota entre 2018 e 2021. Isso foi possível pelo uso de alertas diários de desmatamento e pelo monitoramento de todo o território estadual.

“Fomos pioneiros ao adquirir o sistema de imagens de satélite Planet, já usamos a tecnologia há quatro anos, e hoje está disponível a todos os Estados por meio da RedeMAIS. Com o apoio das imagens aumentamos a nossa eficiência e eficácia, e nossas equipes conseguem flagrar o desmatamento ainda no início e impedem a continuidade do dano ambiental, apreende maquinários e evitam a reincidência”, destaca.

Nos últimos anos, foi possível aplicar 14.423 autos de infração utilizando a tecnologia como braço direito das equipes. Mato Grosso saiu de 679 multas aplicadas de forma remota em 2018 para 5.004 em 2021.

Entre 2019 e maio de 2023, 40% das multas aplicadas em Mato Grosso foram de forma remota, verificando as imagens precisas do antes e depois do desmatamento realizado, e 60% de forma presencial. As multas aplicadas no período somam R$ 6,4 bilhões.

“A realização do evento se mostrou uma excelente oportunidade de interação e compartilhamento de experiências entre os usuários dos alertas e imagens Planet de todos os Estados do Brasil, algo fundamental para estimular o aprimoramento dos métodos de trabalho com o uso dessas tecnologias e também fortalecer a manutenção do Programa Brasil Mais”, afirmou a analista ambiental da Sema-MT, Laurienne Evelyn de Castro Borges.

Laurienne foi uma das representantes da Sema no evento, e falou sobre o aprimoramento das estratégias e técnicas utilizadas pela equipe para utilizar a tecnologia para uma fiscalização mais eficiente. Ela destaca a criação da Gerência de Planejamento de Fiscalização e Combate ao desmatamento, com equipe experiente no uso de produtos de sensoriamento remoto, análise e tratamento de dados. Com isso, é possível evidenciar de forma rápida quais alertas são prioritários para fiscalização.

“Hoje o diferencial é a metodologia de tratamento de dados para categorizar e priorizar as demandas de fiscalização das operações de combate ao desmatamento. Mostramos todas as nossas etapas de planejamento, até chegarmos ao processo administrativo, para punir quem desmata, mas sempre com foco em impedir que o desmate aconteça”, conta.

Quando identificado um alerta de desmatamento ilegal, são enviados e-mails automatizados para conscientizar os proprietários de que estão sendo monitorados. Também são realizadas ligações em casos em que é identificada uma degradação ainda no início, para que seja paralisado o desmate.

A fiscalização no local é feita principalmente nos casos onde as intervenções na vegetação nativa estão em andamento. Neste caso, é feito o flagrante, os maquinários são apreendidos ou inutilizados, as áreas são embargadas e o desmate é freado.

A Sema promove a autuação remota, com emissão dos autos de infração apenas com o uso das imagens de satélite Planet, para os casos de desmatamento ilegal já consolidados. Um diferencial é que a Sema aplica embargos também nas áreas não cadastradas, ainda sem identificação do infrator.

RedeMAIS

O Programa Brasil Mais é promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para realizar ações na área de segurança pública por meio do acesso a imagens de satélite de alta resolução.

O encontro visa o compartilhamento de conhecimento e experiências associadas ao uso das tecnologias disponibilizadas às instituições e usuários da RedeMAIS nas atividades de monitoramento e combate aos crimes ambientais e outros ilícitos, além de outras aplicações de interesse público.

O evento contou com a participação de Ministros de Estado, Secretários e Diretores de órgãos de segurança pública e meio ambiente estaduais e federais, pesquisadores, professores, gestores, especialistas e usuários de dados, serviços e tecnologias geospaciais. Também participaram do evento a secretária Adjunta Lilian Ferreira dos Santos, os servidores Olga Patricia Kummer e Wagner Silva Rodrigues.¿

Leia Também:  Policial militar é suspeito de acessar ilegalmente dados de deputado Eduardo Botelho

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação

Publicados

em

Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.

Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.

Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.

À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.

O ponto de inflexão ocorre em 2025.

O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.

A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.

Leia Também:  Politec conclui laudos e aponta a velocidade de veículo em atropelamento de estudante

Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.

Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.

Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.

A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.

Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.

Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.

Leia Também:  Secel realiza a sexta etapa regional dos Jogos Escolares e Jogos Estudantis de Seleções Mato-grossenses

O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.

Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.

Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.

Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.

Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA