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Mayran Benicio assume presidência da Desenvolve MT

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MATO GROSSO

A contadora Mayran Beckman Benicio assume a presidência da Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso. Ela substitui Jair de Oliveira Marques, presidente falecido em abril deste ano. A cerimônia de posse da nova diretoria está prevista para o dia 17 de julho, na sede da Desenvolve MT.

Servidora há cinco anos, desempenhou a função de gerente de Recuperação de Crédito e superintendente Financeira da instituição, onde atuou como gestora das linhas de crédito da agência, mais especificamente ao trade de turismo, por meio do Ministério do Turismo (MTUR), no Estado. Também atuou na construção e implantação do Fundo de Aval do Governo do Estado – MT Garante, instrumento que busca mitigar os riscos de operação de crédito para a instituição financeira, tornando o crédito mais acessível aos pequenos negócios.

Marco na história da agência, que completa 19 anos em 2023, a nova diretora-presidente, assume como a primeira mulher à frente do cargo, e com a missão de promover uma gestão equilibrada pela condução suave e potente em seus resultados, entregando um melhor serviço à sociedade e contribuindo para o desenvolvimento do Estado.

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“O compromisso da Desenvolve MT é apoiar os micro e pequenos empresários mato-grossenses nas necessidades existentes em seus negócios, fomentando o empreendedorismo e a geração de emprego de renda em toda cadeia produtiva”, ressalta Mayran.

Outra medida dentro do planejamento de sua gestão será trabalhar para a aceleração da inovação digital com objetivo de melhorar as entregas de crédito ao empreendedor, otimizando os processos com práticas mais eficientes e céleres.

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MATO GROSSO

Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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