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Meta estabelecida para programa de gerenciamento do planejamento estratégico é 100% cumprida

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23 de agosto de 2022. Primeiro workshop do Programa de Gerenciamento do Planejamento Estratégico (GPE). O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro José Carlos Novelli, anuncia: “É uma meta arrojada, mas em outubro de 2023 queremos validar os planos estratégicos de cada um dos municípios adesos ao GPE e entregar o diploma de técnico de planejamento aos servidores das prefeituras.”

A meta não só saiu do papel como provou, por meio do exemplo, que o planejamento é fundamental para o sucesso do resultado. No dia 17 de outubro deste ano, em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o TCE-MT entregou o certificado de especialista em Gestão Estratégica por resultados aplicada à Gestão Pública a 206 alunos do curso de pós-graduação lato sensu – MBA.

No dia seguinte, 18 de outubro, entregou os Mapas Estratégicos de 106 municípios adesos ao GPE, que estão distribuídos localmente em perspectivas como: sociedade, processos internos, aprendizado, crescimento e finanças. Os eixos estabelecidos deverão evoluir continuamente ao longo dos próximos 12 anos.

Foto: Tony Ribeiro
Primeiro workshop do Programa de Gerenciamento do
Planejamento Estratégico (GPE).

“Estas entregas são resultado de uma virada de chave do TCE-MT. O Tribunal assimilou uma nova visão institucional, de contribuir para que a gestão pública seja reconhecida nacionalmente pela qualidade dos serviços e políticas públicas implementadas. Dessa forma, sem renunciar à atividade de fiscalização, passamos a adotar uma posição colaborativa e orientativa, ficando ao lado dos gestores para que acertem e tenham sucesso na gestão”, disse o presidente.

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Novelli lembrou que em sua primeira gestão à frente do Tribunal de Contas, no biênio 2006/2007, elaborou o primeiro planejamento de longo prazo do órgão, cuja visão era ser referência em controle externo no país. “Conseguimos, conquistamos esse espaço, temos sete produtos certificado pela ABNT com o selo ISO 9001 de gestão de qualidade. Agora, nossa visão é diferente, queremos avançar e fazer a mesma coisa pela administração pública mato-grossense.”

O GPE foi lançado em 2022 e conta hoje com 118 municípios adesos, abrangendo 90,5% da população mato-grossense, que é beneficiada com estratégias para a melhoria da saúde, educação, infraestrutura, segurança, economia e assistência social.  “Foi esta nova visão institucional que garantiu a adesão de 85% dos municípios mato-grossenses ao GPE. Tenho muito a agradecer a todos os gestores que colaboraram para o TCE cumprir esta sua nova missão institucional”, completou Novelli.

GPE

Foto: Tony Ribeiro
Solenidade de entrega dos Mapas Estratégicos.

Em 2012, durante a segunda gestão de Novelli como presidente do TCE-MT, foi lançado o Programa de Desenvolvimento Institucional Integrado (PDI), que englobava vários projetos, sendo que o apoio ao planejamento estratégico foi o que mais se destacou.

Durante dez anos, o TCE realizou uma espécie de piloto junto às 21 prefeituras adesas ao PDI, ganhou experiência, os benefícios e resultados alcançados foram esplêndidos e, dessa forma, já no início da sua terceira gestão à frente do TCE-MT, Novelli decidiu incorporá-lo permanentemente como política pública contínua do órgão, ampliando sua abrangência e universalizando o projeto aos 141 municípios do estado.

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Sendo assim, em março de 2022, lançou o Programa de Gerenciamento do Planejamento Estratégico, com o intuito de introduzir a cultura do planejamento na administração pública municipal, com foco na criação e efetiva implementação de políticas públicas. Para isso, em parceria com a UFMT, fez um diagnóstico sobre a situação dos jurisdicionados, atuando junto aos prefeitos e secretários municipais para aplicação das melhores soluções para os cidadãos.

O GPE engloba quatro fatores que o tornam um valoroso instrumento para a melhoria da gestão pública: a capacidade institucional, o desempenho, a colaboratividade e valor público. “Esse é o projeto de maior relevância social implementado pelo Tribunal e que melhor coaduna com a nossa nova visão estratégica. A partir desse planejamento, que busca desburocratizar processos, reduzir erros e dar efetividade às políticas de desenvolvimento econômico e social dos municípios, os gestores passam a ter à disposição uma ferramenta com eixos e metas já estabelecidos. Isso resultará em uma administração pública melhor e mais eficiente”, concluiu o presidente.

Nesse mesmo sentido, o MBA em Gestão Estratégica por Resultados Aplicada à Gestão Pública vai ao encontro da proposta do GPE, que oferece diretrizes para a elaboração de políticas públicas, levando em consideração as especificidades de cada município, uma vez que foi uma oportunidade de formação continuada aos profissionais que atuam justamente no planejamento estratégico.

 

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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