MATO GROSSO
Mobilização da Caminhada pela Vida contou com o apoio da primeira-dama de MT
MATO GROSSO
A Caminhada pela Vida reuniu cerca de oito mil pessoas, neste domingo (08.10), em Cuiabá. O evento promovido pela Arquidiocese da Capital, sob a gestão de Bispo Dom Mário Antônio contou com a participação de representantes de igrejas protestantes, outras religiões, e a mobilização da primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, por meio da imprensa e suas redes sociais.

Devido à agenda familiar fora da capital, a primeira-dama Virginia Mendes não conseguiu participar da caminhada, mas foi representada por sua assessoria e pela chefe de gabinete da Unidade de Ações Sociais e Atenção à Família (Unaf), Maria Fernanda Ferri. O evento marcou o encerramento da Semana Nacional da Vida, onde duas pautas foram apresentadas: a adoção e a luta contra o aborto.
A primeira-dama Virginia Mendes é defensora da vida desde a concepção até o nascimento, e também defende a adoção. “Não pude estar presente, mas meu coração esteve o tempo todo nesta caminhada: uma atitude nobre desde a organização até a realização. Agradeço a dedicação do nosso Bispo Dom Mário e de todas as paróquias e fiéis. Sou fruto de adoção e também sou mãe adotiva. Precisamos afirmar que existe sim uma saída além do aborto. Sou definitivamente contra o aborto. Foi realmente emocionante ver as famílias e todos que participaram da Caminhada pela Vida”, ratificou Virginia Mendes.
“Diga não ao aborto, diga sim a vida”, pontuou Virginia Mendes.
Todo o trajeto da caminhada e a missa campal realizada no Parque das Águas foi publicada nos stories do perfil de Virginia Mendes, no Instagram. Dom Mário agradeceu o apoio da primeira-dama Virginia Mendes e de todas as pessoas envolvidas na realização do evento.

“Hoje comemoramos o Dia do Nascituro e nós já nascidos agradecemos o dom da vida. Agradeço pela vida da primeira-dama Virginia Mendes e do seu esposo, governador Mauro Mendes, e todos unidos conosco em proteção da vida”, pontuou o Bispo Dom Mário.
O diretor da rádio Bom Jesus, padre Renan Cunha, também agradeceu a primeira-dama. “Agradecemos a Deus por toda providência, a Dom Mário pelo apoio, ajuda e incentivo para a organização desta semana, a Ampara, a Quero Viver, todas as pastorais e movimentos em prol da vida. Em especial, gostaria de agradecer a primeira-dama Virginia que nos apoiou, tanto divulgando a caminhada quanto nos ajudando na questão da segurança com o Corpo de Bombeiros. O policiamento colocando todo aparato do Estado a nosso favor”, afirmou.
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.