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Morador de rua é espancado após furtar carne em supermercado

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Um morador de rua foi espancado após furtar uma peça de carne em um mercado no município de Pontes e Lacerda, na quinta-feira (3) .

Por volta das 11h a Polícia Militar foi acionada para verificar a denúncia de que pessoas haviam espancado o morador de rua na avenida Florespina Azambuja.

Ao chegar no local, os PMs se depararam com o homem no chão bastante ferido, com sinais claros de agressão física.

Quando questionados sobre a agressão, populares negaram terem presenciado algo, o que dificultou as buscas pelos envolvidos.

A vítima foi encaminhada ao hospital da cidade para receber os cuidados médicos. Entre os ferimentos, constam um na cabeça, outro no supercílio esquerdo e hematomas pelo corpo.

O homem relatou que após tentar furtar uma peça de carne no interior do supermercado, foi alcançado pelos funcionários que o espancaram com socos e com um pedaço de madeira.

Não foi possível identificar os agressores, apenas o responsável pelo supermercado, que ao ser interrogado contou uma versão diferente.

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Segundo ele, após flagrar o homem sair com o produto, o abordou. O responsável afirmou ainda que o morador de rua reagiu sacando um canivete e o atacou, acertando sua mão direita.

Disse ainda em relato que o homem desferiu também um golpe com um pedaço de madeira em sua mão direita, e que em seguida tentou fugir mas foi alcançado por garimpeiros, e acabou sendo espancado por esse grupo.

O dono do supermercado relatou não conhecer o grupo de pessoas e que inclusive chegou a intervir para cessar o espancamento da vítima.

Diante dos fatos, ambos foram encaminhados para a delegacia.

FONTE/ REPOST: PAULA SHAIRA – MÍDIA NEWS 

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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