MATO GROSSO
Mostra das Profissões é destaque na Escola Estadual Militar Dom Pedro II
MATO GROSSO
“O que você quer ser no futuro?”. Essa é uma pergunta que, talvez, todas as pessoas já responderam ao menos uma vez na vida. E não importa a idade. Ela é feita sempre, principalmente quando se faz a inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Esta também é a pergunta que norteia a 1ª ExpoEnem – Exposição de Cursos, Carreiras e Profissões, realizada na Escola Estadual Militar Dom Pedro II, em Cuiabá. O evento começou nesta quarta-feira (26.10) e segue pela quinta-feira (27).
A feira é direcionada aos estudantes que estão concluindo o Ensino Médio e ainda estão em dúvida sobre qual curso escolher na universidade. Uma mostra de Cursos Superiores e Cursos Técnicos vai oferecer aos participantes as orientações sobre as áreas que estão em destaque, além de um cenário sobre o mercado de trabalho, e 12 palestras voltadas ao Enem e temas vocacionais devem auxiliar os estudantes a escolher uma carreira.
Neste primeiro dia de atividades, foi grande a procura nos stands em que profissionais expuseram e conversaram sobre as particularidades de cada atividade.
Aluno do 3º ano do Ensino Médio, o jovem Igor Portugal, de 19 anos, disse que está motivado a seguir carreira na Polícia Militar, a exemplo do pai. No entanto, os olhos do estudante também brilham ao falar sobre a vontade de se tornar um advogado renomado. “Meu sonho é me tornar um bom profissional, seja como policial militar ou como advogado”, afirmou.
Igor viu na 1ª ExpoENEM a oportunidade de avaliar melhor o seu futuro, e garantiu que vai participar das palestras nos dois dias de atividades. “Temos a oportunidade de saber detalhes de cada profissão que trouxeram aqui, além de sabermos quais as áreas que estão em alta, como as ligadas à saúde”, analisou.
Engenheiro civil por formação, o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, confessou aos estudantes que também tinha dúvidas sobre qual profissão seguir após o ensino médio, e considerou a exposição de carreiras e profissões uma excelente oportunidade de auxílio aos estudantes. Ele ainda lembrou que o Novo Ensino Médio também já tem a função de despertar o interesse dos alunos para uma profissão, com o “Projeto de vida”.
“Os currículos do Ensino Médio agora consideram a formação integral, de maneira a adotar um trabalho voltado para a construção de seu ‘projeto de vida’ e para sua formação nos aspectos físicos, cognitivos e socioemocionais”, explicou. Alan enfatizou que as escolas devem dar a devida atenção para essa competência, considerada como premissa básica para o desenvolvimento integral dos estudantes.
O diretor da escola, tenente-coronel BM Queiroz, ressaltou que a conquista do diploma permite que os alunos escolham o caminho que os preenche com a sensação de sucesso profissional. “No entanto, não é só isso. Após formado é preciso ser um bom profissional, fazer um bom trabalho. Isso nos dá uma sensação de mais dignidade diante da vida”, falou.
“Aqui na Escola Estadual Militar Dom Pedro II, a ideia colocada hoje para se falar sobre o Enem e abordarmos as profissões que são almejadas por todos, certamente faz toda a diferença na formação educacional. O bom profissional do futuro começa na sala de aula com todas as disciplinas estudadas, respeitando os valores da vida em sociedade e, sobretudo, respeitando a família. Os valores que vocês trazem das suas casas se completam na escola, com a mãe de todas as profissões, a Educação e os professores”, apontou o coronel Ricardo Antonio Bezerra Costa, comandante-geral adjunto e chefe do Estado Maior do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso.
A solenidade de abertura do evento contou com a presença de outras autoridades, entre elas o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Jeferson Neves; secretário adjunto Executivo da Seduc-MT, Amauri Monge Fernandes; a secretária adjunta de Gestão Regional, Alcimaria Ataides; Reitora da Unic, Maria Angélica; diretor do Centro de Ensino Técnico Mato-grossense, José Antonio Ferreira; a representante da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ana Flavia Botelho; juiz do TRE, Eustáquio Neto; e o coronel PM André Avelino, coordenador de escolas militares da Seduc-MT.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.