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Motoboys responsabilizam prefeito pela morte de idoso e fazem protesto na frente da casa de Pinheiro

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Sangue no asfalto. Vida perdida. Família desolada. Colegas de profissão inconformados. Comoção nas redes sociais. Silêncio do falastrão prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro. O entregador Orlando Gomes de Lima, 60 anos, morreu em fatídico acidente na noite de ontem (quarta), na Avenida Oito de Abril, área central de Cuiabá. Ao tentar desviar de um buraco, o trabalhador perdeu o controle da moto, caiu e foi atropelado por um carro que passava pelo local. 

Não foi um simples acidente. Trata-se de morte anunciada. As ruas de Cuiabá estão intransitáveis. A buraqueira danifica carros e motos, causa acidente e morte. Orlando foi apenas mais uma vitima da desastrada gestão Pinheiro. Um governo que mata pela precariedade do serviço de Saúde e mata pela não conservação da malha asfáltica da cidade. A revolta dos colegas do trabalhador morto é perfeitamente compreensível. 

Movidos por essa indignação santa, motoboys e entregadores de aplicativo fizeram uma grande manifestação, nesta quinta-feira (30), em protesto pela morte do idoso. Após percorrer as ruas do Centro, o grupo fez protestos em frente à Prefeitura de Cuiabá e à Câmara Municipal. Nesse momento os trabalhadores do asfalto estão reunidos em frente à mansão de Emanuel Pinheiro, no bairro Jardim América. O ato e os gritos que ecoam são por justiça. Alguém precisa ser responsabilizado pela morte de Orlando Gomes de Lima. Ah, como precisa!

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Prorrogação de incentivo fiscal garante alívio ao setor suinícola de Mato Grosso

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O Governo de Mato Grosso prorrogou até 31 de dezembro de 2026 o crédito presumido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) concedido por meio do Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) para atividades da suinocultura. O benefício, que mantém o percentual de 75% de incentivo nas operações interestaduais com suínos vivos, terminaria no dia 31 de abril, mas foi estendido até 31 de dezembro de 2026, garantindo fôlego ao setor produtivo em um momento de desafios econômicos.

A medida atende a uma demanda apresentada pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), com apoio institucional do Fórum Agro, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

De acordo com a Resolução nº 269/2026 do Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat), publicada após a 33ª Reunião Extraordinária do colegiado, realizada no mês de março, fica autorizada a manutenção da fruição cumulativa de benefícios fiscais nas operações interestaduais de suínos destinados ao abate, engorda, reprodução, cria e recria.

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Na prática, o incentivo mantém reduzida a carga tributária nas saídas interestaduais de suínos vivos, assegurando maior competitividade aos produtores mato-grossenses no mercado nacional. O mecanismo combina crédito outorgado e redução de base de cálculo do ICMS, conforme previsto em convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e regulamentações estaduais.

A prorrogação ocorre em um contexto de pressão sobre os custos de produção e margens do setor, especialmente diante de oscilações de mercado e aumento de custos operacionais. Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a manutenção do incentivo fiscal contribui para preservar a atividade, estimular investimentos e garantir previsibilidade aos produtores.

“Esse incentivo é fundamental não só para o desenvolvimento da suinocultura de Mato Grosso como a manutenção de produtores na atividade, visto que o primeiro trimestre foi de desvalorização do preço pago ao produtor. Para se ter uma ideia, iniciamos o ano com R$ 8,00 pago ao produtor por cada quilo do animal vivo, e agora no início de abril esse valor está em R$ 6,20, uma queda de 22% aproximadamente”, pondera Frederico.

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Com a decisão, o setor suinícola ganha mais tempo para enfrentar o atual cenário econômico, enquanto entidades representativas seguem dialogando com o poder público em busca de medidas estruturais que contribuam para a sustentabilidade da produção em Mato Grosso.

O Proder é um dos principais instrumentos de incentivo ao desenvolvimento rural no estado, permitindo a concessão de benefícios fiscais a segmentos estratégicos da agropecuária, com foco na agregação de valor, geração de emprego e fortalecimento da competitividade.

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