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Motorista acusado de tentativa de estupro em Cuiabá é banido da 99Pop

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A 99Pop decidiu banir o motorista de 36 anos, acusado de tentar estuprar uma jovem de 24 anos, na madrugada desta segunda-feira (21), na região do bairro Industriário, em Cuiabá.
 
Em nota, a empresa afirmou que assim que tomou conhecimento da situação, baniu o motorista e mobilizou uma equipe para tentar contato com a vítima para acolhimento e suporte necessários. A 99 também se mostrou disponível para colaborar com as investigações, caso necessário.

 “Temos uma política de tolerância zero em relação a qualquer forma de assédio ou violência sexual. A empresa dedica seus esforços na prevenção, proteção e acolhimento de todos os usuários da plataforma, principalmente para as mulheres. Entre as medidas, está o kit de segurança, disponível no escudo azul diretamente no app, que oferece a opção de compartilhar a rota com contatos de confiança, gravação de áudio e botão para ligar direto para a polícia”, diz trecho da nota.
 
Além disso, informou que passageiras e motoristas que tenham sofrido esse tipo de violência devem reportar imediatamente para a empresa, por meio de seu app, ou no telefone 0800-888-8999 para que as medidas cabíveis sejam tomadas.

“Trabalhamos 24 horas por dia, 7 dias por semana, para cuidar exclusivamente da proteção dos usuários, sejam elas motoristas ou passageiras e oferecer atendimento humanizado e acolhimento. Em caso de assédio a uma mulher, o atendimento é exclusivamente feminino”, finalizou.
 
O relato da vítima repercutiu nas redes sociais e outras mulheres que já foram passageiras do homem relataram comportamentos estranhos e até assédio.  

O episódio foi registrado por volta de 2h da madrugada, quando ela voltava da casa de uma amiga no bairro Jardim Industriário, com mais uma colega. Segundo a empreendedora, o bairro é conhecido por ser perigoso, os motoristas de aplicativo não vão até o local.

“A gente subiu até a avenida para pegar o carro. Tem um prostibulo na avenida e era o local mais movimentado às 2h da manhã. Só que não ficamos neste local, fomos para o outro lado da rua”, explica.

Ela e a amiga então entraram no carro às 2h13 e o motorista seguiu sentido ao posto de combustíveis São Matheus. A empreendedora então pediu para ele seguir a rota mais rápida, que seria pela avenida das Torres, mas teve o pedido ignorado.

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“Ele falou que não podia mudar a rota e eu pedi para ele nos deixar no posto São Matheus, lugar movimentando onde podíamos pegar outro carro”, pontua. “Mas ele não queria nos deixar no posto, ele queria deixar em qualquer outro lugar, menos lá”.

O condutor teria parado o carro antes do posto e pedido para que as amigas saíssem do veículo. Como estava muito longe do posto, elas se recusaram a sair do carro. “Ele falou que como não queríamos parar ali, não iriamos parar em nenhum lugar e acelerou o carro reto. Quando passou do posto, ele parou o carro em um local escuro e falou que era para descermos”, afirma.
 
A amiga desceu do veículo e a empreendedora também estava saindo, quando percebeu que tinha esquecido a bolsa no carro. O motorista teria acelerado e ela pulou no carro para pegar a bolsa. “Ele saiu comigo dentro do carro de novo. Foi aí que minha amiga gravou o vídeo que postei nos stories”.

“A todo momento ele falava para eu me jogar e acelerando o carro. O que custava ele ter parado o carro? Eu só queria pegar minha bolsa e descer”.

Ainda conforme relato da empreendedora, o motorista teria seguido para um local ermo, onde desligou o carro. No local, disse que só buscaria a amiga dela se ela aceitasse a fazer sexo com ele.

“Eu só falei ‘pelo amor de Deus, não me estupra’. Foi aí que ele ficou mais alterado, eu achei que ele ia me matar, ele pulou para o banco de trás e tirou uma camisinha do bolso. Quando vi isso, pensei que ele tinha o costume de fazer isso”, relata.

A jovem afirma que foi obrigada a masturbar o motorista e depois de cerca de cinco minutos, a amiga que desceu do carro chegou acompanhada da colega e do marido, da casa onde estavam antes de irem embora.
“Eu não fui a primeira e acho que não vou ser a última. Eu quero que ele saia do aplicativo e que seja punido. Essa é minha intenção”, assevera.

A empreendedora foi até a Delegacia da Mulher, mas como o sistema de registro de boletim estava fora do ar, não conseguiu denunciar o caso formalmente à Polícia Civil.

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Versão do acusado

Em um vídeo publicado nas redes sociais o motorista alegou que o aplicativo direcionou a corrida para a avenida Fernando Corrêa e que mesmo após pedido da passageira para seguir o caminho mais rápido, ele se recusou.

Diante disso, conforme versão do acusado, a passageira teria dito que não queria seguir viagem e ele afirmou que encerraria a corrida e deixaria ambas no local.

“Fui levando pra perto do posto onde ela queria ficar. Ela pegaria outra corrida e eu ia embora, quando estávamos chegando perto, quando encostei e parei, a amiga dela saiu correndo, abriu a porta e já saiu. Eu achei estranho e falei que ia fechar a porta. Ela falou que não precisava, que não tinha dinheiro e não iria pagar”.

“Como assim não vai pagar? Eu sou trabalhador, preciso do dinheiro. O dinheiro é para pagar o carro, minhas dívidas, as contas que eu tenho, cartão”, acrescenta.

O homem afirma que a mulher iria fugir sem pagar e por este motivo, resolveu acelerar. “Quando acelerei, ela voltou e disse ‘minha bolsa’, e entrou no carro. E eu falei ‘me paga’. Ela disse ‘não tenho dinheiro’. Eu falei ‘me paga, me paga’”.  

“Ela disse ‘para, moço’. E eu falei ‘eu não vou parar enquanto você não me pagar’. Eu já estava com raiva, injuriado, trabalhando até 2h da manhã para ficar nessa situação”, diz.

O motorista diz também que falou para ela pular do carro, caso quisesse sair. “Ela não queria me pagar e começou a se oferecer pra mim”, afirma. Ainda conforme ele, a jovem teria começado a acariciá-lo.

Por fim, ele diz que puxou a jovem de dentro do carro para que ela saísse.

O homem diz que não pode voltar para casa e que está sendo ameaçado de morte. No vídeo ele chora, afirma é cristão e que já foi missionário. Diz também que teve a vida destruída, que já procurou um advogado e que está disponível para esclarecimentos da polícia.

FONTE/ REPOST: FABIANA MENDES – OLHAR DIRETO 

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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