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MP orienta vereadores a não aprovarem ‘PL do calote’ sob pena de se tornarem alvos

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Atualizada às 10h03 – Na portaria em que foi instaurado o inquérito contra o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), por supostos atos de improbidade administrativa, o Ministério Público orientou os vereadores da capital a não aprovarem o projeto de lei apresentado pelo município propondo o parcelamento das dívidas sobre as contribuições sociais, apelidado de “PL do calote”. O MP alertou os parlamentares que, caso aprovem, também poderão ser alvos de ação por ato de improbidade administrativa.

A portaria, assinada pelos promotores Marcos Regenold Fernandes, Gustavo Dantas Ferraz e Clovis de Almeida Júnior, trata sobre o projeto de Lei nº 31.564/2023, encaminhado pelo prefeito Emanuel Pinheiro à Câmara Municipal, que propõe o parcelamento das dívidas oriundas das contribuições sociais do Poder Executivo Municipal perante a União.

Conforme citam os representantes do MP, a dívida confessada pelo Município “é oriunda de valores efetivamente retidos pela Administração Municipal e não repassados aos cofres federais”.

Porém, os promotores afirmaram que, embora a dívida declarada seja de R$ 165 milhões, este montante não consta no texto do PL. Além disso, neste valor não estariam incluídos “os encargos decorrentes do não pagamento, como juros, multa e correção monetária, bem como sem definir a origem da dívida, a natureza do tributo e o período que não foi realizado o repasse à União”.

O MP argumentou que a dívida indicada não corresponde ao que está registrado na lista de devedores da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e que o PL viola o artigo 16 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que define que “o aumento de despesas deve ser acompanhado de estimativa do impacto orçamentária e financeiro”.

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Os promotores ainda pontuaram que o Código Penal Brasileiro tipifica como crime contra as finanças públicas “ordenar, autorizar ou realizar operação de crédito com inobservância de limite, condição ou montante estabelecido em lei”.

Com base nisso instaurou inquérito civil contra o prefeito Emanuel Pinheiro e os gestores da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, além de ter orientado os vereadores a não aprovarem o PL.

“Expeça-se, com URGÊNCIA, notificação recomendatória a cada um dos vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá, recomendando pela não aprovação do projeto de Lei nº 31.564/2023, sem que sejam atingidos os requisitos citados na presente portaria e elencados no art. 16 da Lei de Responsabilidade Fiscal […], sob pena do ajuizamento de ação civil pública por ato de improbidade administrativa devido a prática de dano ao erário em face dos mesmos”.

Outro lado

O prefeito Emanuel Pinheiro determinou à equipe técnica da Prefeitura de Cuiabá que realize todos os esclarecimentos e promova as adequações necessárias no Projeto de Lei nº 31.564/2023. A decisão foi tomada respeitando os apontamentos feitos, nesta quinta-feira (17), pelo Núcleo de Defesa do Patrimônio Público, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE).

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“É exatamente dentro da lei que queremos que as coisas caminhem. Estamos buscando manter o equilíbrio fiscal que é uma marca registrada da nossa gestão e isso vai ser feito da forma mais transparente possível. Minha equipe já está trabalhando no projeto, para atender tudo que foi deliberado na reunião com a Câmara Municipal e com o Ministério Público. A matéria só será pautada quando tiver todos apontamentos desses dois órgãos atendidos”, disse Emanuel.

Em reunião com o presidente da Câmara Municipal, vereador Chico 2000, e com o vereador Luis Claudio (membro da base), o prefeito também parabenizou a atuação do MPE. Segundo ele, ao tomar essa iniciativa de conhecer o projeto e fazer as recomendações necessárias para que o texto tenha a melhor conclusão possível, o órgão de controle externo cumpre, de forma integral, com o seu papel de protetor do patrimônio público.

“O MPE está querendo esclarecer todas as dúvidas, inclusive com uma notificação recomendatória encaminhada ao Legislativo que nós também vamos adequar, juntamente com o relatório da Câmara. Os nossos secretários de Fazenda e de Planejamento saíram muito animados da reunião com os promotores, pelo nível do debate, e já convocaram a equipe técnica para trabalhar em cima dessa recomendação”, enfatizou o prefeito.

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Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso

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A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.

De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.

Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.

Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.

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O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:

“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.

A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.

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