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MPE aponta suposto desvio de recursos na reconstrução do ginásio Fiotão e em reforma de escolas em VG

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O Ministério Público Estadual (MPE) apontou que a reconstrução do Ginásio Poliesportivo Júlio Domingos de Campos o “Fiotão”, que custou em torno de R$ 12 milhões aos cofres da Prefeitura de Várzea Grande, durante gestão de Lucimar Campos (DEM), foi usada para desviar recursos por meio de pagamentos de serviços não executados. A informação consta da Ação Civil Pública movida contra Lucimar, o também ex-prefeito Walace Guimarães, outras 14 pessoas e a empresa Schuring & Schuring Ltda.

Na ação, o MPE requerer a condenação de todos os denunciados por ato de improbidade administrativa e ainda ressarcimento ao erário, de forma solidária, no valor de R$ 3.164.950,56 milhões, por irregularidades em projetos e pagamento por serviços não executados.

As irregularidades teriam ocorrido na execução do Contrato 080/2014, entre a Prefeitura de Várzea Grande e a Schuring & Schuring Ltda, na ordem de R$ 12.742.450,00 milhões, para prestação de serviços de arquitetura e engenharia, entre os quais destacam-se a elaboração de projetos arquitetônicos de segurança e combate a incêndio, pânico e explosões, aprovados pelo Corpo de Bombeiros Militar, bem como projetos básicos completos em todos os edifícios públicos municipais e futuras obras a serem executadas.

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Consta da denúncia, que relatório técnico elaborado pelo Centro de Apoio Operacional (CAOP/MPMT), após realização de perícia, apontou que foi constatado a emissão três notas fiscais em favor da Schuring & Schuring Ltda no valor total de R$ 229.100,00 relacionado a obra do Fiotão, que teriam sido pagas sem a comprovação do recebimento do serviço.

As duas primeiras notas, sendo uma na ordem de R$ 110.000,00 e outra de R$ 100.000,00, foram emitidas para pagar custos pela elaboração do projeto de reforma e ampliação do ginásio. A terceira nota, no valor de R$ 19.100,00, foi pelo licenciamento ambiental da obra.

A perícia constatou nota fiscal no valor de R$ 300 mil para que fosse elaborado o levantamento topográfico de Várzea Grande, porém, a nota foi paga sem que fosse atestado a elaboração do levantamento. Ao todo, entre projetos (inclusive o da Câmara Municipal na ordem R$ 180 mil), laudos e levantamento topográfico, o MPE afirma que foram pagos R$ 1.395.796,04 milhão, sem comprovação do recebimento do serviço.

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Além disso, também se apurou por meio do relatório técnico que parte dos serviços contratados foram executados de forma parcial pela Schuring & Schuring Ltda, a despeito de serem entregues e pagos como completos, provocando prejuízo na ordem de R$ 723.978,25 mil. As irregularidades foram verificadas nas obras envolvendo as escolas municipais Irenice Godoy de Campos Silva, Paulo Freire, Padre Luiz Maria Ghizoni, Alino Ferreira de Magalhães, Júlio Domingos, assim também como na obra do CMEI Antônio Joaquim de Arruda.

Verificou-se também serviços parcialmente executados ainda nos bueiros celulares nos córregos Santa Terezinha e Loro, e na ponte sobre o Rio Santana.

Na ação, constatou-se ainda prejuízo na ordem de R$ 1.039.976,27 por serviços incompletos (notas obtidas via sistema APLIC-TCE/MT) em escolas municipais e R$ 5.200,00 por serviço executado na obra da escola municipal Ruth Martins Santana sem escopo contratual.

FONTE/ REPOST: LUCIONE NAZARETH – VGN

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Exposição-cápsula apresenta imagens de Olinda Altomare na Casa do Parque

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Abrindo a temporada de exposições 2026 da A Casa do Parque, a mostra fotográfica AURA NOIR será inaugurada nesta quinta-feira (28), às 19h, com entrada gratuita. A exposição marca a estreia da magistrada cuiabana Olinda Altomare na fotografia autoral.

Há quatro anos, ela encontrou na arte fotográfica uma forma de ampliar a percepção do mundo, transformando o ato de fotografar em uma experiência sensorial, contemplativa e de expressão artística.

A mostra reúne oito obras em preto e branco captadas em incursões pela Chapada e pelo Pantanal. Em vez do registro documental ou turístico, Altomare constrói imagens de forte densidade visual, nas quais água, mata, luz e animalidade ultrapassam a paisagem e assumem presença quase escultórica.

Ao optar pela subtração da cor, a artista reorganiza o olhar. O preto, o branco e os contrastes extremos condensam a imagem ao essencial. Uma cabeça de jacaré emerge da água como força silenciosa e ancestral.

Árvores se expandem como arquitetura orgânica. O céu estrelado deixa de ser horizonte para se tornar campo de imensidão. Mais do que uma exposição inaugural, AURA NOIR surge como um primeiro recorte de uma pesquisa imagética marcada pela contenção, pela atmosfera e pela permanência do visível.

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“Olinda constrói, em AURA NOIR, uma fotografia baseada em contenção, contraste e permanência. A subtração da cor intensifica a presença da paisagem e desloca o olhar para além do registro documental. Produzidas em fine art, com obras apresentadas também em grandes dimensões, as imagens ampliam a experiência visual e reforçam a relação entre escala e contemplação”, afirma Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque e curadora da exposição.

Em um tempo em que a fotografia frequentemente se dissolve na velocidade da imagem cotidiana, Olinda Altomare opera na direção contrária: desacelera o olhar e devolve peso à contemplação.

 

Serviço

Assunto: Exposição-cápsula apresenta imagens de Olinda Altomare na Casa do Parque

Horário: 28 de maio, às 19h

Local: A Casa do Parque – R. Maj. Severino de Queiroz, 455 – Duque de Caxias II, Cuiabá

Entrada franca

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