MATO GROSSO
MT Saúde e Sefaz promovem bate-papo sobre câncer de próstata
MATO GROSSO
O Instituto Mato Grosso Saúde (MT Saúde) promove, na próxima terça-feira (29.11), às 10h, um bate-papo online com dois especialistas para esclarecer dúvidas sobre o assunto do mês: o câncer de próstata.
Os convidados são os médicos Newton Tafuri, urologista e diretor da Sociedade Brasileira de Urologia em Mato Grosso (SBU/MT), e Natasha Slhessarenko, patologista e membro do Conselho Federal de Medicina (CFM). Ambos são credenciados à rede de médicos do MT Saúde pela Clínica Vida Diagnóstico e Saúde, localizada em Várzea Grande.
A ação deste mês, “É preciso falar sobre isso!”, tem como público-alvo todos os servidores públicos do Poder Executivo estadual e será realizada em alusão à campanha Novembro Azul – movimento mundial de combate ao câncer de próstata. A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) é parceira na realização.
A doença é o segundo tipo de câncer mais comum em homens, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), sendo considerada um tumor da melhor idade, porque mais da metade dos casos ocorrem em pessoas com mais de 65 anos. Se descoberto precocemente, o câncer de próstata apresenta 90% de chances de cura, alertam os médicos.
Para participar da conversa online deste mês, basta se inscrever AQUI. Além da agenda ocorrer pelo Google Meet, ela será transmitida ao vivo pelo canal do MT Saúde no YouTube.
Bate-papo MT Saúde
O Bate-papo online do MT Saúde é um projeto do convênio, cujos objetivos principais são informar, prevenir e cuidar dos seus beneficiários. Ele ocorre mensalmente, sempre com um assunto do momento abordado por especialistas credenciados à rede de prestadores do plano.
Entre os temas que já foram destaques, desde o seu lançamento em agosto, estão a varíola dos macacos, a saúde mental e a prática de exercícios físicos como aliada na prevenção do câncer. Confira AQUI a playlist de todas as conversas.

Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.