MATO GROSSO
Na 2ª edição da Expedição SER Família Mulher, primeira-dama de MT destaca luta incansável contra a violência doméstica
MATO GROSSO
A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, esteve em Nova Mutum, nesta quarta-feira (26.06), para a assinatura do Termo de Adesão do programa SER Família Mulher, idealizado por ela com o objetivo de auxiliar mulheres vítimas de violência doméstica e intensificar as ações de combate. Com o suporte de atendimento e capacitação por meio da Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas, o município passará a atender o programa de maneira descentralizada.
A regional em Nova Mutum compreende os municípios de Alto Paraguai, Arenápolis, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Nortelândia, Nova Maringá, Nova Marilândia, Santa Rita do Trivelato, Santo Afonso, São José do Rio Claro e Tapurah.
O evento teve a participação especial do grupo de alunos do Centro Social Desenvolver com a peça ‘A Força da União’, e da pastora Ângela Piovesan, com palavras de fé e motivação aos convidados, em especial às mulheres.
“Nós não somos mulheres que se moldam aos padrões desse mundo, que aceitam aquilo que o mundo acha que é normal. Dona Virginia, que Deus te fortaleça todos os dias e te dê saúde para que você possa continuar o chamado de Deus”, disse a pastora.
A primeira-dama Virginia Mendes parabenizou as ações realizadas no município sob a gestão do prefeito Leandro Félix e no âmbito social com a primeira-dama Aline Félix.
“Essa é uma luta de todos nós, é árdua e incansável. Acompanho os noticiários diariamente e toda essa violência me entristece muito. Nós estamos lutando de maneira incansável, mas muito ainda precisa ser feito. Precisamos que o Congresso Nacional tome uma atitude. Ainda existe muita discriminação e não podemos mais aceitar essa condição. Quero parabenizar o prefeito Leandro e a primeira-dama Aline, que têm realizado um lindo trabalho. Fiquei encantada com as ações direcionadas”, avaliou Virginia Mendes.

Ela ainda agradeceu a dedicação de todos os integrantes da rede de combate e enfrentamento, e a dedicação da secretária da Setasc, coronel Grasi Bugalho e do coronel Roveri.
“Todos vocês que estão aqui compondo essa grande rede de segurança merecem o nosso reconhecimento. Quero também agradecer de maneira especial à secretária Grasi por toda sua dedicação em tirar os projetos que idealizei do papel, e do coronel Roveri, que tem sido um grande parceiro”, reconheceu Virginia Mendes.
O prefeito Leandro destacou o diferencial do atual governo, alinhado com as ações voluntárias da primeira-dama.
“Vocês têm mudado a dinâmica do Estado em todas as áreas. Por via de regra, todos deveriam viver em paz, mas a violência doméstica é uma guerra que existe há muitos anos, e nós temos que lutar. Graças a Deus, chegamos a um momento em que todas as forças estão unidas. Nós não vamos medir esforços para que a rede funcione”, salientou.
De acordo com o secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), coronel César Roveri, a instituição é a porta de entrada de proteção e acolhimento às vítimas.
“Por meio de uma ligação, todas as forças de segurança estão aptas a atender as ocorrências. O Governo de MT tem feito os aportes necessários para a Segurança, a fim de levar essa expedição para todo o Estado, treinar nossos profissionais para que possam enfrentar esse problema e colher resultados. Parabéns por essa missão, dona Virginia Mendes. Nunca um programa atingiu as vulnerabilidades de acordo com suas especificidades”, afirmou.

“É uma honra receber a Expedição em nossa cidade. Cada palestra, cada palavra dita será muito bem aproveitada. Nosso agradecimento por esse carinho, por escolher Nova Mutum para fazer parte da expedição. A nossa primeira-dama do estado conhece cada detalhe de todos os programas. De fato, ela se preocupa em resolver esse caos que é a violência doméstica e os crimes de feminicídio”, comentou a primeira-dama do município, Aline Félix.
Para a procuradora de Estado, Glaucia Amaral, o programa SER Família encanta porque possui estrutura completa.
“Esse programa fechou todas as pontas com aluguel, assistência social em parceria com Estado e municípios, e Segurança Pública. É incrível conversar com dona Virginia, porque ela sabe de todos os detalhes, imaginou todo esse projeto e se dedica a ele. Quero ressaltar que a rede de enfrentamento funciona sim, opera milagres, como temos visto em alguns municípios, a exemplo de Barra do Garças e Várzea Grande, que batiam recorde em crimes de feminicídio e já sentiram a queda nos números”, compartilhou.
“Se hoje a Polícia Civil Judiciária tem uma coordenadoria, é graças ao apoio que temos de dona Virginia. Foi tudo pensado e criado por ela. Estamos aqui porque o problema da violência doméstica é de toda a sociedade”, lembrou a delegada-geral da PJC, Daniela Maidel.
Também participaram da cerimônia o prefeito de lucas do Rio Verde Miguel Vaz e primeira-dama Janice Terezinha Vaz; o vice-prefeito de Nova Mutum, Alcindo Uggeri; representando o Tribunal de Justiça de MT, a juíza Ana Graziela; a superintendente de Políticas Públicas para Mulheres da Setasc, Miranir Gil; presidente da Igreja Casa da Bênção, pastor Christian; presidente do Conselho Estadual do Direito da Mulher, Cinira Benedita Evangelista; primeira-dama de São José do Rio Claro, Raissuellen Ribeiro; e a primeira-dama de Trivelato, Dirce Hoepers.
Investimentos no Social
Além da adesão do programa SER Família Mulher, o município é assistido pelo Governo do Estado no social através do programa SER Família e sua vertentes: SER Família Inclusivo; SER Família Indígena; SER Família Idoso; SER Família Criança; no período da pandemia 1.468 foram atendidas com o SER Família Emergencial, até o momento 2.388 famílias foram beneficiadas. Investimento de R$ 2,5 milhões. Em ações continuas o investimento soma R$ R$ 1,3 milhões. Ao todo R$ 3,8 milhões aplicados somente no social.
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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