MATO GROSSO
Nova plataforma da Jucemat permite abertura de empresas em poucos minutos
MATO GROSSO
Em menos de dez minutos, a contadora, Josineide de Castro, 36 anos, mãe de dois filhos e moradora de Várzea Grande, realizou o sonho de abrir a própria empresa, a “Aurea Contábil Ltda”, pela internet, na plataforma “Empresa Instantânea”, da Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat), ligada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT).
A plataforma digital da Jucemat permite a abertura de novas empresas de forma rápida, segura e sem burocracia. Anteriormente, quem desejava abrir o próprio negócio enfrentava atendimento manual e presencial, que poderia durar até cerca de três meses.
A facilidade em formalizar a empresa de contabilidade, pela Jucemat, motivou a empresária. Após o cadastro, recebeu o registro de todos os documentos fornecidos pela Junta Comercial, CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas), as licenças tributárias, a declaração de licenciamento e a confirmação de inscrição. Ela foi uma das pioneiras a se cadastrar o na plataforma Empresa Instantânea, do Governo do Estado.
‘‘Eu peguei uma época quando os cadastros eram feitos de forma manual. Ou seja, os contratos eram levados aos cartórios, para reconhecimento de firma, e, posteriormente, protocolados na Junta Comercial. Se por algum motivo, o processo voltasse com alguma exigência e fosse preciso alterar algo do contrato social, você tinha-se que refazê-lo e levar o cliente novamente para assinar no cartório para reconhecimento de firma, explica
A acrescenta. “Fora o trâmite, que não era integrado, após a Junta (Comercial), a Receita analisava e gerava o CNPJ. Posteriormente, tínhamos que iniciar novo processo junto à Secretaria de Fazenda, para os clientes que necessitavam de inscrição estadual, e, em seguida, junto à Prefeitura, para conseguir o alvará de localização e funcionamento. Tudo de forma manual e presencial. Por isso, é possível imaginar a dificuldade e demora como era para abrir uma empresa”, conta ela.
A empresária e contadora, além de mãe de dois filhos ainda se divide nas tarefas domésticas. Ela conta que, aos 15 anos de idade, começou a trabalhar com a tia Rozalva Fortunato Flores, então responsável pelo setor de departamento de pessoal de uma indústria mecânica. Logo depois, viu a tia se tornar proprietária de um escritório de contabilidade.
Foi a inspiração para que Josineide iniciasse o curso de Ciências Contábeis, e, no futuro, se tornar dona da própria empresa de contabilidade. “Quando a vi trabalhando e atuando na área, pensei ser isso que queria fazer. Sem contar pela vontade de poder ajudar empresários em suas tomadas de decisões”, relembra.
Trabalhando ao longo dos anos na área contábil, foi conquistando os próprios clientes até iniciar o seu próprio negócio. Hoje, com a colaboração de dois funcionários, Bruno França e Ester Cavalcante, empenha seus esforços e atendem à demanda de 120 clientes espalhados em todo o Brasil.
Durante a carreira, Josineide de Castro já teve oportunidades de participar de eventos junto com a equipe da Junta Comercial, na cidade de Cáceres, onde pode relatar sua experiência ao utilizar a ferramenta Empresa Instantânea.
“Fiquei muito empolgada com o convite e muito feliz em participar deste momento de mudanças significativas na Junta Comercial. Ainda mais eu que, quando comecei, era tudo manual, por isso, estou adorando poder contribuir. Minha experiência, com o registro online pela plataforma digital foi gratificante, visto que todo o procedimento ocorreu de forma fácil e intuitiva, diferente de como era antes. Não tem muito segredo, a plataforma é muito simples. Acredito que os empreendedores conseguirão fazê-lo facilmente”.
O presidente da Jucemat, Manoel Lourenço de Amorim, explica que Várzea Grande foi o primeiro município a implantar a nova plataforma. Lançada em julho, o “Empresa Instantânea” já está à disposição da população. “Assim os empresários, empreendedores e pessoas jurídicas, que desejarem registrar e legalizar empresas podem entrar diretamente no site da Jucemat e iniciar o processo. Ao todo, já são 15 empresas abertas no município com a nova ferramenta”, explica.
Como funciona?
A Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat), por meio da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (RedeSim), executa programa digital que simplifica processo de registro e abertura de empresas.
O procedimento possibilita aos empresários e empreendedores inserir dados e documentos, sem a necessidade de percorrer diversos órgãos. Os interessados na abertura de empresas podem se cadastrar no site da Jucemat e do Governo. Após a solicitação, terá os documentos fornecidos pela Junta Comercial, o CNPJ, as licenças tributárias, a declaração de licenciamento e a confirmação de inscrição.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
-
MATO GROSSO8 horas atrásLeitura e faturamento de energia são temas de capacitação para conselheiros do CONCEEL-EMT
-
MATO GROSSO8 horas atrásConselheiros de Mato Grosso participam de debate sobre nova era do mercado de energia
-
MATO GROSSO8 horas atrásGrupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões