MATO GROSSO
Novo comandante assume Companhia da PM em Santo Antônio de Leverger nesta quinta-feira (24)
MATO GROSSO
A Polícia Militar realizará a solenidade de transmissão da função de comandante da 3ª Companhia Independente de Polícia Militar de Santo Antônio de Leverger nesta quinta-feira (24.02). O tenente-coronel Edylson Figueredo Pintel passará o comando da unidade ao tenente–coronel Murilo Franco de Miranda.
O tenente-coronel Edylson Figueiredo Pintel esteve à frente da 3ª CIPM por cerca de um ano e meio. Além de atender o município, a unidade é responsável pelo policiamento ostensivo de prevenção e repressão à criminalidade em Barão de Melgaço (a 113 km de Cuiabá) e nos distritos desses dois municípios, o que compreende Mimoso, Agrovila de São Vicente, Engenho Velho, Varginha e Morrinhos.
Já o tenente–coronel Murilo Franco de Miranda, 41 anos, ingressou na Polícia Militar em dezembro de 2002, é mestre em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), trabalhou no interior do Estado servindo ao Comando Regional VIII da PMMT. Naquela região, comandou o 1º Pelotão de Porto dos Gaúchos, o 2º Pelotão de Tabaporã e o 21º Batalhão em Juara, e na sede do Comando Regional, em Juína.
Em 2015, tornou-se especialista em Comunicação Social pelo Exército Brasileiro, tendo chefiado a Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da PMMT por aproximadamente três anos. Atuou na coordenação de Atendimento ao Cidadão na Corregedoria Geral da PMMT, dentre outras atividades profissionais dentro da instituição.
A solenidade será presidida pelo comandante do 1º Comando Regional de Cuiabá, coronel José Nildo Silva de Oliveira. O novo comandante de Leverger, tenente coronel Franco terá sob sua responsabilidade a segurança de umas das comunidades ribeirinhas mais tradicionais da Baixada Cuiabana. Localizada às margens do Rio Cuiabá, e a 34 quilômetros da Capital, Leverger tem cerca de 19 mil moradores.
Serviço
Solenidade de troca de comandante da 3ª CIPM em Santo Antônio de Leverger
Data: 24/02 (quinta-feira), às 10h
Local: R. Praça da Bandeira, no auditório do Restaurante e Pousada Tarumeiro, em Santo Antônio de Leverger.
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.