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Operação prende quatro motoristas por embriaguez ao volante em Cáceres

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O município de Cáceres (220 km de Cuiabá) aderiu ao Termo de Cooperação das Operações Lei Seca, do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

Durante a primeira operação realizada na rua Antônio Maria, região central, quatro motoristas foram presos por embriaguez ao volante, na madrugada deste sábado (29.01).

Durante a ação, foram realizados 26 testes de alcoolemia. Destes, oito condutores foram flagrados dirigindo sob efeito de álcool, sendo autuados pela prática e outros cinco se recusaram a fazer o teste.

Os agentes da segurança pública identificaram ainda outros dois motoristas que não possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e seis conduziam veículo sem registro ou não licenciado.

Nesta operação, foram registrados 22 Autos de Infração de Trânsito (AITs). Ao todo, 26 veículos foram fiscalizados, dentre eles, 18 foram removidos, dos quais 10 carros e oito motocicletas e outros 18 autuados. Os agentes recolheram 12 documentos, sendo nove CNHs e três Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLVs).

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Após adesão do termo, equipes do Departamento de Trânsito do Estado (Detran), Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário da Polícia Militar (BPMTran), Delegacia de Delitos de Trânsito (Deletran) e do GGI se deslocaram até o município para capacitar o efetivo local a fim de realizarem as operações Lei Seca de forma autônoma. A operação contou ainda com a participação da Polícia Rodoviária Federal e da Coordenadoria de Trânsito do Município.

Na oportunidade, também foram ofertadas ao GGI Municipal de Cárceres materiais de sinalização e apoio, sendo 50 cones, três barreiras sanfonadas, cinco barreiras plásticas horizontais, duas mesas dobráveis, um notebook e duas câmeras GoPro Black Hero 9 para serem utilizados nas operações.

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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